Nel Monteiro, um homem cheio de tomates.

Tomateiros, Tomateiras!

Aviso: este texto requer muitas idas ao youtube.

Hoje venho prestar uma homenagem a um grande Senhor (sim, com letra maiúscula) que contribuiu e contribui imensamente para o nosso repertório nacional. Falo-vos de Manuel Teixeira Monteiro, nascido a 19 de junho de 1947 em Barrô, Resende. Mais conhecido e eternizado como Nel Monteiro.

“Ó Tomate de Niterói mas isso é pimba, nós não curtimos isso.” Deixem de mentir. Todo o português gosta de um bailarico. E para complementar esta minha afirmação vejam este vídeo do Salvador Martinha que tem toda a razão. (A minha parte favorita: é esta). O problema é dos conceitos e das modas.

Voltando ao que interesse, ontem tive o prazer de ouvir Nel Monteiro durante a tarde toda. E foi muito bom. Nel Monteiro tem uns sintetizadores psicadélicos nas músicas que me fazem delirar. Para mim ele criou um novo estilo de música:

o pimba psicadélico.

Começo por analisar o que é talvez o seu maior êxito: Azar na Praia, conhecem? E “Como é que eu hei-de”? Já conhecem? Pois, pois… E  permitam-me já dizer que esta música é melhor do que a “Flagrante” do António Zambujo (que conta uma história semelhante), só por causa desta parte: “E ela coitadinha muito aflita gritava“.

Mas este homem é um grande crítico! Não estou a ser irónico, ele realmente faz umas críticas políticas e a sociedade que sim senhora (iremos analisar mais à frente). Mas ele às vezes exagera e até acaba por criticar provérbios, sendo um verdadeiro expert da etimologia latina. Falo-vos disto. Ah pois é! Escorregar não é caíre! Mas Nel Monteiro não fica apenas pela etimologia latina, é expert também em capicuas, ora vejam aqui. Mensagens encriptadas nas letras! Ah grande Nel!

Voltemos agora para o apetite sexual deste Senhor que é muita, como podem deduzir da foto deste post e disto:

“Essas bolinhas que tens por debaixo do rosto, ai moreninha devem ter um belo gosto. Quando te vejo na praia descascadinha, dá-me vontade de te comer moreninha”.

Fiquei indeciso se o apetite é sexual ou só apetite mesmo. Mas este apetite até dá para freiras no convento, reparem aqui que até uma pombinha branca é envolvida. Só para rematar este apetite todo, vejam este exemplo. É assim, o amor não tem idades e sou grande defensor disso, mas um homem que vê a Sónia a nascer e andou a trocar-lhe as fraldas não é muito normal apaixonar-se por ela quando ela já é mulher. Digo eu.

E agora reparem na arte existente na dicção das suas músicas através deste pequeno exemplo: “portu (pausa) galcrido. Acabei também por descobrir que Nel Monteiro é sobrenatural. Ah pois é! Fiquem a saber que a água faz-lhe mal.

Para acabar, a grande crítica deste Senhor à sociedade portuguesa. O homem empolgou-se, é sincero e não conseguiu medir as palavras (e pede desculpas por isso) na próxima música que vos apresento. A música entitula-se nada mais, nada menos que “Puta Vida, Merda Cagalhões”. Um verdadeiro hino à desigualdade entre as classes sociais, onde o fosso entre o rico e o pobre é tão grande que o último nem tem um penico para defecar. E atenção que isto não é só criticar os males à economia portuguesa, o Nel faz questão de os explicar detalhadamente: a Expo 98, os estádios, a Casa da Música, a OTA e o TGV. E ainda se queixa que nem sorte há no Euromilhões: “pois até o Euromilões só merda me está a dar”. Eu prometo que isto é real e existe. E aqui está a prova. Ora ouçam aqui e vejam a letra aqui.

Vejo aqui uma reencarnação de Karl Marx num cantor pimba.

Agora sem ironias, este Senhor fala muito das classes desfavorecidas e à sua maneira consegue expressar as dificuldades de muita gente e ao mesmo tempo consegue alegrar a vida de muitos.

Viva o Nel!

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O cover desta semana envolve um cantor pimba porque assim tinha de ser.

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Ciúmes equivocados e um sonho de mulher

Tomateiros, Tomateiras!

Hoje o meu post ora é direcionado para os Tomateiros, ora para as Tomateiras, sendo assim cá vai ele.

Tomateiros!

Quantas e quantas vezes não chegam da praia com o braço todo roxo? Falo especialmente das cotoveladas das vossas  mulheres e namoradas que recebem carinhosamente por estarem a apreciar outras mulheres em bikini,  triquini ou tetrini… Mas isto tem de acabar,  o homem tem esse direito de olhar e eu tenho os argumentos para isso.

Tomateiras!

Parem com isso… A prova está no vídeo a seguir que prova que os homens têm este comportamento porque estão geneticamente codificados para isso, portanto não há como fugir. E mais,  nós só queremos viver o momento e apreciar um belo par de “Joãos Portugais” ups enganei-me no ex-excesso! (aos leitores que não cresceram nos anos 90,  peço desculpa).

Voltemos ao que interesse, está explicado que os homens apagam aquela memória feliz e não pensam depois nessas mulheres nem comparam com vocês. Não vale a pena continuarem a gastar a pele do coto com isso.

Tomateiras, Tomateiras!

Sigam este exemplo:

Eu sou um feliz contemplado que tenho uma namorada que faz questão de me avisar quando passamos na rua ou na praia por algo que merece ser apreciado.

Às vezes até venho distraído e acabo por levar uma cotovelada (mas que ironia!) mas vale a pena, e não dói tanto. Portanto, sigam este excelente exemplo.

Tomateiros!

Esta já está ocupada,  podem olhar mas arredem.

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Cover desta semana é o Circo de Feras dos Xutos e Pontapés por Ornatos Violeta.

Acordes da original aqui ou aqui, consoante os gostos 🙂

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Como arruinar a vantagem da pombinha

Tomateiros, Tomateiras!

Na semana onde a pombinha foi soberana, venho dar anti-dicas a todas as tomateiras para que estas percam o poder da pombinha de uma vez por todas.

Não há dúvidas que a pombinha quase sempre consegue o que quer, o homem é fraco e não resiste a tal ave. Ainda por cima é carne branca e não faz mal ao colesterol. Já agora um pequeno parêntesis:

(Porque chamam pombinha à pombinha? Porquê uma pomba? Aquele animal que transmite doenças e cagam nas nossas varandas e carros? E que com a sua mira-laser por vezes fornece-nos tratamento capilar? Ah! Calma, esperem! Já sei… A pombinha pombinha é a pombinha da paz! Mas na verdade é a paz de quem possui a pombinha, os outros engolem em seco.)

Mas vamos ao que o interesse, como arruinar a vantagem da pombinha em 3 passos:

 1 – Faça culturismo, muito.
Neste caso perderão a vantagem da pombinha mas ganharão a vantagem do rocky. Eu esperaria na boa 2 horas para esta senhora se arranjar, sem reclamar nadinha.
2 –  Faça laranjadas com o vosso corpo.
Ei! Calma aí! Falo do uso exagerado de piercings! E só estou a dizer que aquela gosma da laranja precisa de ser filtrada porque não fica bem num refresco tão saboroso.
Tenho ou não tenho razão? Vamos ao último.
3- Cultive terrenos baldios com mato grosso.
Ups, acho que fui pouco específico. Falo especialmente da pelugem na sovaqueira. “Isso não existe”, dizem alguns de vocês. Existe sim, digo eu. E existem mulheres que fazem questão de o ter! Segundo esta notícia, na China algumas mulheres deixaram crescer os pêlos em forma de protesto contra a desigualdade dos géneros. Claramente estão a arruinar propositadamente a vantagem da pombinha, e acho muito bem, mas podiam fazê-lo doutra forma. Aliás, pelo que pude apurar, trata-se de um concurso! As concorrentes postam fotografias numa rede social e a mais votada ganha… Antes de saberem, deliciem-se com alguns exemplos:
lixo
Hmm.. tão bom…

E a vencedora do concurso ganha nada mais nada menos que: preservativos, vibradores e um aparelho para urinar em pé. Que deve ser algo como isto.

A vantagem da pombina mais uma vez água abaixo… agora imaginem isto tudo combinado.

Tomateiras, se quiserem manter o poder dessa ave, têm pelo menos aqui 3 passos a cumprir! Experimentem!

Mas o importante é que a decisão é vossa e cada um é que sabe do seu corpo, mas depois não venham se queixar que não têm a vantagem da pombinha.

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O cover desta semana é de uma música que o título até se adequa ao post de hoje “I will follow you into the dark” dos Death Cab for a Cutie, interpretado por esta voz de Austin Criswell.

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Flatulências

Tomateiros, Tomateiras!

Vamos fazer um jogo? No final deste texto conseguirei controlar telepaticamente o vosso organismo. É um desafio. Vamos a isso.

Hoje trago-vos um assunto mal cheiroso. Se estiverem a comer uma sande mista parem imediatamente. Isso mesmo, flatulências, gases, peidos, tracks, “puns”, “largar a ameixa”. No Wikipédia definido como:

“Flatulência ou flato (do latim flatus, sopro) é uma ventosidade anal que pode ser ruidosa ou não e que tem um cheiro fétido”.

Este gás “nobre” composto por 20-90% de azoto, 0-50% de hidrogénio, 10-30% de dióxido de carbono, 0-10% de oxigénio (dá para respirar) e 0-10% de Metano. E como podem ver é inflamável.

Toda gente quando está no seu cantinho gosta de se largar.

Dizem os envergonhados com descaso “nem por isso”, dizem elas “que nojo”. Eu até acredito neste “nojo” e explicarei mais à frente. Recentemente li um artigo que explica o porquê das flatulências dos outros serem tão desagradáveis e as nossas nem tanto. Desde 2005, estes investigadores estudam o cheiro das pessoas. Rapidamente chegaram à conclusão que o mais desagradável de todos são as flatulências. WOW! Nunca pensei! O artigo refere que a principal razão para os gases dos outros serem mais mal cheirosos, é simplesmente o facto de estarmos habituados ao nosso cheiro. Isto faz todo o sentido, nós estamos constantemente a cheirar o nosso próprio corpo e tudo que sai dele. Ainda é referido que o nosso cérebro não processa cheiros aos quais estamos habituados. Por exemplo, se usarmos o mesmo perfume muito tempo deixamos de sentir o cheiro, isto porque o nosso cérebro ignora o cheiro do perfume que já estamos habituados. Se as meninas que têm nojo tivessem mais à vontade (desde que seja nos seus cantinhos) não tinham tanto “nojo”.

Ainda há pelo menos mais duas razões que revelam este mistério das flatulências de outrem serem piores. A primeira razão é que quando “largamos a ameixa” o nosso cérebro já está preparado para receber um odor forte, e por isso “ignora” este cheiro. A segunda razão parece que contradiz a primeira mas na realidade não. Quando uma pessoa te avisa que acabou de produzir uma flatulência e o cheiro ainda não chegou ao teu nariz, quando o cheiro chega é ainda pior. True story. Os nossos cérebros deveriam reagir da mesma forma como na primeira razão citada, mas não. O nosso cérebro reage da seguinte forma: “ai foi? alguém soltou um pum? Deixa-me confirmar e procurar este odor dos deuses!” É ou não é verdade? Maldito cérebro! Portanto meus amigos mais vale não avisar o que fizeram, assim o que irá acontecer é que, talvez, o nosso cérebro consiga ignorar o cheiro, tal como faz com centenas de peidos que cheiramos todos os dias “nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura! Ora amarga! Ora doce!…” Ups! é melhor parar, acabei de estragar uma bela música! Peço desculpa!

Vamos a outro assunto, dentro do mesmo tema, que também interesse. Perguntam vocês : “Ó Tomate de Niterói, que tipo de tecnologias existe no mundo das flatulências?” Uma pergunta válida, que certamente já passou nas vossas cabeças, ou não. Ora bem, começo por apresentar as “cuecas anti-peido”, podem vê-las aqui. Estas cuecas possuem várias camadas de “cenas”, que permitem que o odor fique retido nas cuecas. É recomendado lavá-las pelo menos uma vez por semana. Fiquem já a saber que o preço para “não passar vergonha” são 30 dólares paras as mulheres e 45 para os homens (devem ter dupla camada), cada unidade. Levem quando forem ao indiano jantar.

E agora voltando à monitorização do nosso corpo com as novas tecnologias, apresento-vos o CH4 (fórmula química do metano), o “monitorizador de flatulências”, ou então como eu gosto de chamá-lo o “track tracker”. É verdade, este projeto ainda está a angariar fundos para ir para a frente, parece que não está a ter muito sucesso e eu não consigo perceber porquê! O CH4 consiste num pequeno dispositivo que se coloca no bolso de trás das calças e monitoriza a atividade de flatulências durante o dia. Obviamente está ligada a uma aplicação no smartphone onde é possível saber quais foram os tipos de comidas que causaram os piores gases! Assim poderemos evitar essas comidas! Que qualidade de vida! Ahahah. Para além de contabilizar o número de flatulências, a aplicação também indica a “potência” dos gases e até as calorias! Ao que parece o CH4 não está a ter muito sucesso porque as pessoas não querem andar com um dispositivo nas calças para este efeito. As pessoas identificariam na rua quem usa o track tracker. É pena.

Bem acabou o jogo. Largaram alguma ameixa durante este texto? Não? Perdi o jogo. Não consegui controlar o vosso organismo telepaticamente.

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Picture1

Bocejaram? Afinal consegui! Ganhei! Ahahahah.

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O cover desta semana é do Tiago Bettencourt que interpreta a “canção de engate” do António Variações. Aproveito para divulgar a playlist de todas as covers que tenho postado. Podem ouvi-la aqui.

Acordes desta versão aqui.

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Salada de conceitos e Doutores Francesinhas

Tomateiros, Tomateiras!

Hoje falo-vos de restaurantes e as tendências que têm aparecido e depois é que vamos às francesinhas (que é o que interesse). Tenho ido a alguns restaurantes no Porto, a experimentar novos sabores e novos conceitos. Sim, porque tudo agora tem de ter um conceito. Senão não é bom. Já não se abrem restaurantes sem um conceito bem definido. Hamburguerias, uma em cada esquina. Algumas com conceitos tão próprios que não deixam meia dúzia de amigos juntarem a mesa. Depois há lugares onde as senhas vão do número 1 para o 11, 12, 2, 20, 3… E não se pode reclamar. No meio de todo este conceito habituei-me a ligar uma luzinha da mesa para chamar o garçon. E não é que já levei com uma resposta “isso é só para o bar e não para os carrinhos”, mas de uma forma arrogante como fosse um problema não conhecer o conceito daquele lugar. Outro dia fui a uma “cervejaria” e pedi uma cristal e não tinha, pedi uma super, nada. Nem “a outra”… Tive de engolir uma cena “artesanal” e não refrescante. Curiosidade: o meu pedido foi “traga a mais parecida com a cristal”. Desilusão. Resumindo, sempre que se vai a um restaurante novo, tenho que perguntar como funciona parecendo que estou a lidar com maquinaria pesada. Mas o meu conceito favorito, e pioneiro nestas andanças, é o do McDonalds, onde permitem os clientes ter a fabulosa experiência de serem empregados de mesa de si próprios. Agora há alguns que até dão um bip para ires buscar a refeição quando tiver pronta, tipo uma evolução de um sininho.

E o que está na moda são ‘rias. Não sabem o que é? Hamburguerias, cervejarias, wafflerias, creparias, sanderias, pregarias e a mais excêntrica de todas: pizzarias.

E estes restaurantes não arriscam em novos pratos. Todos têm uma coisa em comum: SANDES. Afinal quem não gosta de sandes? E por falar em sandes, aproveito para trazer outro assunto à baila. Francesinhas.

Alguém me explica o porquê de toda a gente se tornar um crítico de gastronomia e um chefe de cozinha sempre que o assunto é francesinhas?

Para quem nunca reparou neste facto, reparem na próxima vez que forem à francesinha. Há sempre um comentário dos igredientes do molho “ah este leva açafrão, cerveja artesanal e um cálice de lágrima de cristo”, “este é doce, leva um toque de mel do gerês de abelhas virgens”. Mas o molho é só o princípio das críticas destes doutorados em francesinhas. Logo comenta-se o bife: “é tenro, e esta vaca com certeza pastou num terreno inclinado”. Seguindo para o recheio, passando pelo pão e culminando no ovo. Ah pois é, francesinha com ou sem ovo? Esta pergunta é apenas a ponta do iceberg para uma batalha sangrenta. E não é uma batalha entre dois grupos, é cada um por si porque cada um tem uma opinião muito própria. Normalmente há sempre o tipo “tradicional”: “francesinha com ovo? nunca na vida! e o molho tem de ser picante! Marisco? Isso não é francesinha!”. Mal sabem estes que existe francesinhas com alface no meio, no dia que souberem terão de ser internados num hospital psiquiátrico. Depois a maior parte são os do tipo “normal” que são os doutorados destes tempos. E por fim o tipo que desvasta tudo e come qualquer coisa, uma espécie rara em vias de extinção. Nem os gordinhos têm sido fiéis a este tipo de consumidor de francesinhas.

As francesinhas devem ser os pratos mais comparados em Portugal e em todo o mundo. Só no Porto existem 142 lugares com a melhor francesinha do Porto, e 213 com a melhor do mundo. É um abuso. E agora uma última observação:

Quem nunca falou de outra francesinha enquanto comia uma que atire a primeira batata frita!

E isto é o que gera mais discordância neste mundo de sandes com um molho engraçado. “Eu gosto mais daquela ou da outra, a outra é melhor no molho mas pior no bife”. Enfim, há pessoas que até fazem o seu top 10 de francesinhas. Caros Doutores Francesinhas, apreciem a que está à vossa frente.

E agora um final à Tomate do Bárrio style:

Ó Tomate de Niterói, não achas que a história do conceito é uma bodega e inventaste aquilo tudo só porque sim?

 Ora nem mais.

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Cover da semana: Shake It Off da Taylor Swift pelos Screaming Females. Não sabia que era possível gostar desta música 😀

TAB do baixo aqui, para variar

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Tecnologia de “ponta”

Tomateiros, Tomateiras!

“Niterói” em catupiry quer dizer “sexta-feira” e “Barcelos” em português arcaico significa “quando o galo canta as 4 da manhã”. Por isso eu e o Tomate de Barcelos trocamos de dia aqui na salada. Não dava para continuar a ignorar estes sinais do universo.

Mas vamos ao que interesse, hoje falo-vos de tecnologia de “ponta”. Não sei como o Tomate da Lixa ainda não abordou este tema! Um tema que preenche lacunas a torto e direito.

A tecnologia tem invadido as nossas vidas de forma constante e calma. De facto, existe um conceito denominado “computação calma” que consiste na introdução de componentes tecnológicos no nosso dia a dia sem nos apercebermos (estes gajos dos computadores são mesmo manhosos). Mas a tecnologia que trago hoje não é nada calma, nem pode ser.

Tomateiros, Tomateiras, apresento-vos hoje 3 gadgets que irão fazer-vos repensar na introdução da tecnologia em vocês (nas vossas vidas).

Tambores por favor!

Trrrrrrrrrr, PLASH!

Um medidor de ereções!

Estes dispositivos têm a capacidade de saber a quantidade de sangue a fluir no pénis. O descrito em primeiro lugar lembra um medidor de tensão arterial. Em África eles usam um que dá para os dois efeitos. True story. O segundo dispositivo mede o diâmetro. Diz o artigo que isto pode ajudar na disfunção eréctil mas ninguém adquire estas coisas para isso. Com toda esta tecnologia, as pessoas agora gostam de dizer: “amore, fufinha, paixãonhe, tou todo tolo, 183.34 centímetros cúbicos mais precisamente”. Isto é profundo e romântico. Vamos ao próximo.

Tambores por favor!

Trrrrrrrrrr, PLASH!

Um “pedómetro” para o pénis!

Com o constante bombardeamento de gadgets, o que as pessoas querem é controlar a sua performance. Já ninguém corre sem um GPS tracker ou sem uma cena qualquer para saber quantos passos deu e o batimento cardíaco. Há também quem controle quantas horas dormiu e se dormiu profundamente ou não e quantas horas, enfim há uma panóplia de indicadores. Mas este, ultrapassa todos os limites. Este dispositivo é um anel que é colocado na base do pénis. Além de servir para vibrar de vez em quando, também possui LED’s, Bluetooth e um acelerômetro. O Bluetooth é para comunicar com uma aplicação no smartphone. Deste modo, o módulo acelerômetro recolhe os valores da performance do utilizador e envia para a aplicação. Oi!? Mas que é isto? É tipo, “Parabéns! Atingiu o seu record! Deu 427 marteladas no seu último coito”. Os LED’s servem para analisar a sua performance durante o coito. Se está verde avance, se está amarelo reduza, se está vermelho pare. A loucura continua, e este gadget faz com que os pénis dos utilizadores se tornem em sabres de luz. Vou mandar um email para lá para incluirem umas colunas para fazer aquele som dos sabres dos JEDI’s: “VUMM, VUMM”. Mas agora vem o pior, é possível partilhar com a sua companheira a sua performance nos atos sexuais. E é também possível partilhar nas redes sociais. Oi?! Definitivamente este gadjet e o medidor de ereções têm todo o potencial para se tornarem em verdadeiras armas de engate: “Ó nina, 2.34 marteladas por segundo, vai?”. Vamos ao próximo, estou cheio deste.

Tambores por favor!

Trrrrrrrrrr, PLASH!

Um vibrador regulado remotamente!

O cinto de castidade não passou da idade média, mas agora é possível evitar relações extra conjugais através de um reforço positivo e não negativo. Este vibrador, aparenta ser normal. E realmente é. O que o distingue e torna-o inédito é o Bluetooth integrado que permite a comunicação com uma aplicação no smartphone e que possibilita regular a frequência e intensidade das vibrações. Isto nem é muito inédito, mas o que vem a seguir é: pode fornecer uma chave ao seu companheiro para que este possa controlar a frequência e instensidade das vibrações remotamente. Fantástico! Ou seja, se for a uma viagem de negócios na China, apague o fogo da sua mulher a qulquer hora, em qualquer lugar. Com alguma audácia, faça surpresas à sua esposa! Mas há mais. Pode escolher a “vibe” que mais lhe apetecer entre “vibração”, “pulsação”, “onda”, “eco”, “maré”, “crista”, “ressalto”, “surf”, “pico” e o meu favorito, “cha-cha-cha”. Mas hoje em dia um fator importante em tudo que é tecnologia é haver espaço para personalizações. E aqui pode criar a sua própria “vibe”. Não tenho a certeza se já tem, mas partilhar estas “vibes” não era nada de admirar que existisse.

E com isto tudo tenho a dizer: viva a Engenharia Biomédica, quando perguntarem o que um engenheiro biomédico faz, digam estes exemplos.

Já agora catupiry é um queijo e Barcelos significa “uma barca pequena”.

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A cover desta semana encaixa-se muito bem neste post: Fuck You do Cee Lo Green, interpretada pela Andie de cabelos verdes.

TAB aqui.

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Salada de Tattoos

Tomateiros,  Tomateiras!

Está semana falo-vos de 3 histórias às quais tive acesso estes últimos dias. Vamo lá gente!

A primeira foi um rapaz britânico de 22 anos que foi banido para sempre de voar numa companhia aérea por ter exibido a sua tatuagem durante um voo. Até aqui tudo mal. As pessoas tatuadas são repetidamente discriminadas socialmente! O que acontece é que este jovem tatuou a cara do pinoquio na sua zona púbica. Notícia aqui. Basicamente sempre que pratica o coito ele mente descaradamente até espirrar (peço desculpa por esta analogia deveras agressiva). Parabéns jovem! És muito engraçade. Acho que a notícia é só a tatuagem, não me admirava se alguém fosse banido da mesma forma se andasse a badalar o material num avião. A minha definição de tatuagem é esta, desculpem mais agressividade:

necessidade incontrolável de fundamentar a nossa personalidade para nós mesmos e mostrar aos outros e a si mesmo o que somos, ou queremos ser.

Realmente conhecermo-nos pode ser complicado. Fazer uma tattoo, no meu ponto de vista, é uma espécie de patamar nas escadas para nos conhecermos. Ou então é só vontade e esqueçam tudo o que eu disse.

Mas tenham calma! As tintas começam a deixar de estar na moda, e ao que parece, no Canadá há outra forma de fazer tatuagens com um puro e verdadeiro significado. E com sorte uma infeção também. Ah pois é! Estes seres, tão educados, raspam a pele até ficar carne viva e depois a cicatriz é a tatuagem. Notícia aqui. Simples. Barato. Dá milhões. E devia dar um internamento num hospício também. Olha pelo menos estas pessoas não têm que comprar aquele gel especial das tattoos se já tiver betadine em casa. Darwin, afinal não estavas assim tão correto!

E depois há aquelas tatuagens que se complementam com partes do corpo. Por favor, muito travão nisso! Parece que o umbigo é local de eleição. Vejam aqui. Não. Por favor, não. Não é sexy, não é bonito, não é nada. É estúpido. E o resultado maioritariamente são ânus de animais. Para quem chegou ao gato que parece estar de diarreia, parabéns! É um nojento! Ahahahah, não me levem a mal. E para os mais corajosos gogglem imagens com “armpit tattoo vagina”. Mas tenham calma. Há coisas piores, eu é que não sou assim tão nojento. Bom apetite.

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Já que estamos numa onda de estupidez de cortar a pele e tatuar rabos de animais, apreciem esta cover da música do vídeo mais assistido no youtube desde sempre. Sim senhoras e senhores, tomateiras e tomateiros. A cover desta semana é do GANGNAM STYLE! Mas fixe!

Este vídeo tem mais de 2 340 mil milhões de visualizações e acabei de dar mais uma porque não sabia escrever gangnam. Apreciem. Acordes em baixo!

TAB:

Verso: Am7 (X02010) –> Bm7 (X24232) –> E7 (020100) repete algumas vezes

Pre-Chorus: F (133211) –> G (355433) –> A (577655) –> A –> F –> G –> E7

Chorus: Am7 –> Bm7 -> E7 repete algumas vezes

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Tomate de Niterói

Uma ilha (não) muito longe daqui

Tomateiros, Tomateiras!

E esta semana está a correr bem? Viram muitas frangas nessas semanas académicas? Aposto que sim.  Mas vamos ao que interesse.

Na passada quinta feira, houve eleições no Reino Unido. Após uma previsão que, até ao dia anterior, apontava para uma disputa taco a taco entre o Partido Conservador e o Trabalhista, os resultados foram bastante diferentes. Os conservadores conquistaram a maioria absoluta. Dado este contexto, tive o prazer de ler uma crónica está semana no público sobre este assunto. E aquela ideia que o povo desta ilha é honesto e correto voltou a surpreender-me.

Estas eleições foram numa quinta-feira. Se isto fosse no Brasil ou em Portugal, ou noutro país latino a sério, o povo aproveitava para fazer meio expediente, ou expediente nenhum e nem votar ia. Dia de férias à pala. Um sonho de qualquer José, Joaquim, Anderson ou Edimilson.

Ao que parece, no Reino Unido basta dizer o nome completo e o número eleitoral para votar. Nada de assinaturas. Nada de documentos. Mas que impossibilidade tão grande que isto é no nosso país! O metro do Porto só funciona porque os picas andam sempre a rondar, e mesmo assim o dinheiro que não devem perder…

Mas à medida que fui lendo a crónica, ficou cada vez mais interessante. Não é que eles não usam esferográficas? É tudo a lápis! Quer a folha de presença, quer o boletim de voto! E eu que não voto em branco porque tenho receio que coloquem uma cruz por mim! Isto é surreal. Ter receio que alguém deturpe as ideias que defendo como cidadão? Apagar essas ideias perante a sociedade? “Je ne suis pas” voto nulo, eu queria, muitas vezes, ser “je suis” voto branco (não vou abrir aqui a velha discussão entres estes dois tipos de votos).

Desafio a todos nas próximas eleições a perguntarem junto às urnas se podem votar a lápis. E perguntem porque não. Respostas como “assim alguém pode mudar o seu voto” seria curioso ouvir ali no cara a cara.

Voltando ao lápis, ao que parece eles usam lápis porque o Reino Unido é um país com muita chuva, e se fosse a caneta e os votos fossem molhados não se perceberia as intenções de voto. Ora bem, realmente deve chover muito por lá ao ponto de não existir coisas impermeáveis… Mas não deixa de ser um argumento válido, vá…

Acabo com algumas comparações entre este povo e o povo brasituga:

Pontuais. Dignos de uma expressão portuguesa “pontualidade inglesa”. Não deveria ser expressão.

O popular “já vou”, “um minutinho”.  Devia existir uma expressão.

Fanáticos e doentes por qualquer desporto (um inglês em Barcelona já ficou revoltado comigo por não saber que naquele dia tinha havido a final de andebol feminino europeu, true story)

Só doentes

País de imigrantes

País de emigrantes

Encostam feriados aos fins de semana

Fazem pontes

Sem bilhete de identidade

Cartões de identificação que não acabam

Gastronomia extremamente pobre

Das melhores gastronomias do mundo (PT e BR)

Gostam de ser diferentes só porque sim, a pesar coisas e a conduzir pela esquerda só porque sim.

Passar a mudança com a mão direita dá mais jeito, mas tanto faz porque dá para conduzir a falar ao telemóvel, a comer um quibe, e conduzir com as calças super aderentes do Toy.

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Cover da semana: Sunday Morning dos Marron 5 por David Choi

Acordes: Dm7 (XX0211) –> G (320033) –> C (X32010) repetir esta sequência

Transição: C –> C#* (X43020)

TAB música original aqui

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói