Aviso – Modo férias

     A partir desta semana a Salada de Tomates entra em modo férias, também merecemos! Mas atenção que todas as semanas continuarão a ser alvo desta arte que se faz por cá. Haverá a semana de segunda e quinta (Tomate do Bárrio e Tomate de Fraião), a semana de terça e sexta (Tomate de Ferreiros e Tomate de Niterói) e semana de quarta e sábado (Tomate de Barcelos e Tomate da Lixa). Depois dá a volta e repete-se o ciclo, fácil. Esta semana irá iniciar-se com posts dos Tomates de Barcelos e Lixa, porque começar do fim é mais aventureiro e arriscado. Os Tomates convidados vão continuar no mesmo modelo: aos domingos e quando houver.

     Obrigado pela compreensão e desculpas aos nossos leitores (ou leitora) mais fervorosa!

Um jogo sem prolongamento

Auspiciosas saudações aos mui dignos Tomateiros que me honram com a vossa seleta leitura. Ó representantes máximos do excelso “Solanum Lycopersicum” fico deveras lisonjeado pelo convite de, por breves instantes, ser alvo de vossa atenção.

O tema que irei, em rápidas pinceladas, desenvolver é algo ao mesmo tempo concreto e abstrato que não se aproxima, é verdade, dos herméticos pensamentos do grande filósofo pós-futebolístico J.J.

O tema é o tempo, de forma mais detalhada de como falamos do tempo. Ouço expressões que simplesmente desafiam a minha combalida lógica. Gostaria de reparti-las com esses frutos advindos da América (os tomates, é claro).

Em primeiro lugar, causa-me surpresa (e um pouco de irritação) quando em minha vida profissional ocorre  o seguinte diálogo:

“Qual é a idade do senhor?”

“Vou fazer 58 anos.”

Tenho que controlar-me para não dizer: “O senhor não tem certeza nenhuma que vai fazer 58 anos”. Porém, pela repetição dessa “aventura para o futuro parte V” desisti de contrapor qualquer argumento. A forma pela qual devemos tratar as pessoas também deturpam o tempo. Um exemplo? Lá vai:

Porque tenho que chamar de “menina” uma mulher de 53 anos que certamente foi uma das primeiras a ler a tradução portuguesa do Kama Sutra?

Uma outra vertente é dada por aquela pessoa que acredita ser o centro do tempo (desculpas Einstein), lá vai mais uma demonstração:

“Boa tarde.”

“Ainda não é boa tarde pois não almocei.”

Esqueçam a gravidade, a teoria das cordas, a matéria escura, para essas pessoas o Universo é regido pelo roncar da sua barriga (não é um argumento visceral). Somos culpados de tratarmos o tempo com a marca da imprecisão. Não é verdade que marcamos encontros para “oito e pico”? Qual “pico”? É um sutil teste de geografia? Responda o Kilimanjaro fica na…

Não sentimos, por vezes, o tempo a passar mas ele nos atravessa tal qual os raios infravermelhos que não vemos, mas que nos dão a sensação térmica na nossa pele. O momento típico de sentir, na pele, o tempo é como na situação abaixo referida: tu entras numa loja, observas à volta, os teus olhos pousam na bonita rapariga atrás do segundo balcão, partes resoluto, frente a frente ela sorri (que lindo sorriso) e diz pausadamente: “o senhor deseja alguma coisa?”. É uma sensação e constatação semelhantes – penso eu – àquele acontecimento em Hiroxima. “A ficha caiu”, você é um senhor. Um otimista diria “com todos os pontos positivos que isso acarreta”. Não sei. Temo que os otimistas, em exagero, no fundo sejam mal informados.

“Ó velho tomateiro…” (observe a colocação do adjetivo) “…ainda não explicastes que jogo é esse sem prolongamento.” Chega de “conversinha”. Bem, lá vai.

O jogo é o tempo da vida que temos a viver.

Esse único tempo que temos nas mãos escolham o que vão fazer com ele: vê-lo passar diante dos vossos olhos, lamentar o que não aconteceu, chorar pelo adeus da morena… Um sábio disse uma vez que só temos o tempo presente. O passado é o presente que já foi, o futuro é o presente que será. Podemos fazer com o tempo umas coisas muito interessantes. Podemos repartir o tempo com a família, os amigos ou com a parceira amada. Podemos também dar o tempo. O choro de criança que vem do quarto é prova disso. Podemos, até, ver o tempo que já passou ao contemplar um céu estrelado.

Os grandes Tomateiros Romanos (tem que possuir tomates para construir um império) cunharam uma expressão que nos abrirá os olhos: Carpe diem. Para que não haja confusões com o termo latino, a ideia e a tradução é a seguinte: Colha o dia, saboreie bem o presente, mas não deves recusar toda e qualquer disciplina na vida. Porque isso afinal? Porque, a bem da verdade, o futuro é incerto e tudo é destinado a desaparecer. Ou dito de outra forma, e já terminando: voltaremos de onde viemos, do pó das estrelas.

Teriamos em mãos: um misto de prazer, responsabilidade e reverência do Senhor Tempo que passa e passará. A próxima colheita de tomates avizinha-se.

Profundas saudações tomateiras!

O convidado Tomate de São Gonçalo do Amarante (Rio de Janeiro)

Nel Monteiro, um homem cheio de tomates.

Tomateiros, Tomateiras!

Aviso: este texto requer muitas idas ao youtube.

Hoje venho prestar uma homenagem a um grande Senhor (sim, com letra maiúscula) que contribuiu e contribui imensamente para o nosso repertório nacional. Falo-vos de Manuel Teixeira Monteiro, nascido a 19 de junho de 1947 em Barrô, Resende. Mais conhecido e eternizado como Nel Monteiro.

“Ó Tomate de Niterói mas isso é pimba, nós não curtimos isso.” Deixem de mentir. Todo o português gosta de um bailarico. E para complementar esta minha afirmação vejam este vídeo do Salvador Martinha que tem toda a razão. (A minha parte favorita: é esta). O problema é dos conceitos e das modas.

Voltando ao que interesse, ontem tive o prazer de ouvir Nel Monteiro durante a tarde toda. E foi muito bom. Nel Monteiro tem uns sintetizadores psicadélicos nas músicas que me fazem delirar. Para mim ele criou um novo estilo de música:

o pimba psicadélico.

Começo por analisar o que é talvez o seu maior êxito: Azar na Praia, conhecem? E “Como é que eu hei-de”? Já conhecem? Pois, pois… E  permitam-me já dizer que esta música é melhor do que a “Flagrante” do António Zambujo (que conta uma história semelhante), só por causa desta parte: “E ela coitadinha muito aflita gritava“.

Mas este homem é um grande crítico! Não estou a ser irónico, ele realmente faz umas críticas políticas e a sociedade que sim senhora (iremos analisar mais à frente). Mas ele às vezes exagera e até acaba por criticar provérbios, sendo um verdadeiro expert da etimologia latina. Falo-vos disto. Ah pois é! Escorregar não é caíre! Mas Nel Monteiro não fica apenas pela etimologia latina, é expert também em capicuas, ora vejam aqui. Mensagens encriptadas nas letras! Ah grande Nel!

Voltemos agora para o apetite sexual deste Senhor que é muita, como podem deduzir da foto deste post e disto:

“Essas bolinhas que tens por debaixo do rosto, ai moreninha devem ter um belo gosto. Quando te vejo na praia descascadinha, dá-me vontade de te comer moreninha”.

Fiquei indeciso se o apetite é sexual ou só apetite mesmo. Mas este apetite até dá para freiras no convento, reparem aqui que até uma pombinha branca é envolvida. Só para rematar este apetite todo, vejam este exemplo. É assim, o amor não tem idades e sou grande defensor disso, mas um homem que vê a Sónia a nascer e andou a trocar-lhe as fraldas não é muito normal apaixonar-se por ela quando ela já é mulher. Digo eu.

E agora reparem na arte existente na dicção das suas músicas através deste pequeno exemplo: “portu (pausa) galcrido. Acabei também por descobrir que Nel Monteiro é sobrenatural. Ah pois é! Fiquem a saber que a água faz-lhe mal.

Para acabar, a grande crítica deste Senhor à sociedade portuguesa. O homem empolgou-se, é sincero e não conseguiu medir as palavras (e pede desculpas por isso) na próxima música que vos apresento. A música entitula-se nada mais, nada menos que “Puta Vida, Merda Cagalhões”. Um verdadeiro hino à desigualdade entre as classes sociais, onde o fosso entre o rico e o pobre é tão grande que o último nem tem um penico para defecar. E atenção que isto não é só criticar os males à economia portuguesa, o Nel faz questão de os explicar detalhadamente: a Expo 98, os estádios, a Casa da Música, a OTA e o TGV. E ainda se queixa que nem sorte há no Euromilhões: “pois até o Euromilões só merda me está a dar”. Eu prometo que isto é real e existe. E aqui está a prova. Ora ouçam aqui e vejam a letra aqui.

Vejo aqui uma reencarnação de Karl Marx num cantor pimba.

Agora sem ironias, este Senhor fala muito das classes desfavorecidas e à sua maneira consegue expressar as dificuldades de muita gente e ao mesmo tempo consegue alegrar a vida de muitos.

Viva o Nel!

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O cover desta semana envolve um cantor pimba porque assim tinha de ser.

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Ciúmes equivocados e um sonho de mulher

Tomateiros, Tomateiras!

Hoje o meu post ora é direcionado para os Tomateiros, ora para as Tomateiras, sendo assim cá vai ele.

Tomateiros!

Quantas e quantas vezes não chegam da praia com o braço todo roxo? Falo especialmente das cotoveladas das vossas  mulheres e namoradas que recebem carinhosamente por estarem a apreciar outras mulheres em bikini,  triquini ou tetrini… Mas isto tem de acabar,  o homem tem esse direito de olhar e eu tenho os argumentos para isso.

Tomateiras!

Parem com isso… A prova está no vídeo a seguir que prova que os homens têm este comportamento porque estão geneticamente codificados para isso, portanto não há como fugir. E mais,  nós só queremos viver o momento e apreciar um belo par de “Joãos Portugais” ups enganei-me no ex-excesso! (aos leitores que não cresceram nos anos 90,  peço desculpa).

Voltemos ao que interesse, está explicado que os homens apagam aquela memória feliz e não pensam depois nessas mulheres nem comparam com vocês. Não vale a pena continuarem a gastar a pele do coto com isso.

Tomateiras, Tomateiras!

Sigam este exemplo:

Eu sou um feliz contemplado que tenho uma namorada que faz questão de me avisar quando passamos na rua ou na praia por algo que merece ser apreciado.

Às vezes até venho distraído e acabo por levar uma cotovelada (mas que ironia!) mas vale a pena, e não dói tanto. Portanto, sigam este excelente exemplo.

Tomateiros!

Esta já está ocupada,  podem olhar mas arredem.

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Cover desta semana é o Circo de Feras dos Xutos e Pontapés por Ornatos Violeta.

Acordes da original aqui ou aqui, consoante os gostos 🙂

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Como arruinar a vantagem da pombinha

Tomateiros, Tomateiras!

Na semana onde a pombinha foi soberana, venho dar anti-dicas a todas as tomateiras para que estas percam o poder da pombinha de uma vez por todas.

Não há dúvidas que a pombinha quase sempre consegue o que quer, o homem é fraco e não resiste a tal ave. Ainda por cima é carne branca e não faz mal ao colesterol. Já agora um pequeno parêntesis:

(Porque chamam pombinha à pombinha? Porquê uma pomba? Aquele animal que transmite doenças e cagam nas nossas varandas e carros? E que com a sua mira-laser por vezes fornece-nos tratamento capilar? Ah! Calma, esperem! Já sei… A pombinha pombinha é a pombinha da paz! Mas na verdade é a paz de quem possui a pombinha, os outros engolem em seco.)

Mas vamos ao que o interesse, como arruinar a vantagem da pombinha em 3 passos:

 1 – Faça culturismo, muito.
Neste caso perderão a vantagem da pombinha mas ganharão a vantagem do rocky. Eu esperaria na boa 2 horas para esta senhora se arranjar, sem reclamar nadinha.
2 –  Faça laranjadas com o vosso corpo.
Ei! Calma aí! Falo do uso exagerado de piercings! E só estou a dizer que aquela gosma da laranja precisa de ser filtrada porque não fica bem num refresco tão saboroso.
Tenho ou não tenho razão? Vamos ao último.
3- Cultive terrenos baldios com mato grosso.
Ups, acho que fui pouco específico. Falo especialmente da pelugem na sovaqueira. “Isso não existe”, dizem alguns de vocês. Existe sim, digo eu. E existem mulheres que fazem questão de o ter! Segundo esta notícia, na China algumas mulheres deixaram crescer os pêlos em forma de protesto contra a desigualdade dos géneros. Claramente estão a arruinar propositadamente a vantagem da pombinha, e acho muito bem, mas podiam fazê-lo doutra forma. Aliás, pelo que pude apurar, trata-se de um concurso! As concorrentes postam fotografias numa rede social e a mais votada ganha… Antes de saberem, deliciem-se com alguns exemplos:
lixo
Hmm.. tão bom…

E a vencedora do concurso ganha nada mais nada menos que: preservativos, vibradores e um aparelho para urinar em pé. Que deve ser algo como isto.

A vantagem da pombina mais uma vez água abaixo… agora imaginem isto tudo combinado.

Tomateiras, se quiserem manter o poder dessa ave, têm pelo menos aqui 3 passos a cumprir! Experimentem!

Mas o importante é que a decisão é vossa e cada um é que sabe do seu corpo, mas depois não venham se queixar que não têm a vantagem da pombinha.

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O cover desta semana é de uma música que o título até se adequa ao post de hoje “I will follow you into the dark” dos Death Cab for a Cutie, interpretado por esta voz de Austin Criswell.

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

As Vantagens da Pombinha

Olá a todos, em primeiro lugar quero agradecer o convite dos tomates para contribuir para uma nesga deste projeto, tão aleatório mas de momento com ótimos resultados.

Venho falar-vos de uma coisa que me indigna profundamente: a descarada e descabida “vantagem da pombinha”. Pois é pessoal, mesmo tendo uma pombinha acho ridícula a forma como o mundo e a sociedade atual prejudica os seres humanos do sexo masculino, e a forma como as mulheres acham que são sempre inferiorizadas. Vou dar alguns exemplos do que acontece no mundo em que vivo. Mesmo sabendo que a inferiorização das mulheres existe e é muito cruel.

Pois muito bem, começando por todo o aparato social existente ao redor do cavalheirismo e do “senhoras primeiro”. Não acham ridículo o facto das senhoras serem servidas primeiro num restaurante, quando geralmente os homens comem mais? E depois no fim, as senhoras ficam à espera que o homem acabe de comer? Mas… não é o homem que deve esperar sempre pela senhora? (outra questão ridícula). Porque é que uma mulher que sabe que demora x tempo a preparar-se e sabe que combinou às x horas, não é capaz de fazer uma continha e começar a preparar-se mais cedo? Odeio esperar por pessoas principalmente quando são mulheres que já trocaram 10 vezes de roupa e não podem sair de casa porque as unhas ainda estão a secar… Mas a pombinha resolve tudo, se um homem tiver que esperar 2 horas, espera… só porque ela é uma elA e tem uma pombinha.

Noutros campos da atualidade a pombinha continua a mostrar o seu poder, no mundo empresarial, eu pergunto-me como é que uma mulher (independentemente das curvas que tenha) consegue sempre passar à frente de um homem com semelhante currículo? Pois é, para mim é o poder da pombinha, contudo existem especialistas que explicam que:

“Por um lado, as mulheres têm uma capacidade de sedução muito diferente e é muito mais difícil dizer não a uma mulher do que a um homem. Por outro, têm maior capacidade de trabalho e de investigação do que os homens, coisas essenciais numa boa entrevista.”

Pois é ainda assim as mulheres nunca estão satisfeitas, acham-se sempre inferiorizadas e descriminadas.

Mas a pombinha continua sempre a surpreender, a Joana está interessada no Miguel, mas é impensável ela convida-lo para jantar… O homem é que tem que convidar para jantar! Vai buscar a pombinha a casa (mesmo que seja longe que dói), espera 2 horas que a pombinha desça (no carro, quer faça frio, quer esteja um calor insuportável), vão jantar e o desgraçado tem de pagar a conta toda, vão para um bar, ela não paga nada e tem bebidas de borla e ele é capaz de inchar 50€ só porque a pombinha quer ir aquele bar, passado dez minutos a pombinha quer ir embora porque lhe doí os pés devido aos dois andares de saltos que colocou… Ridículo.

Podia estar aqui horas e horas a relatar histórias onde a pombinha vence sempre, mas é desta forma que me despeço, frisando que gosto muito de ter uma pombinha e das vantagens que ela me dá. Quero alertar às mulheres deste mundo, usem a pombinha mas tenham algum respeito pelos homens, evitem certas questões ridículas e acima de tudo valorizem o poder da pombinha… nós temos muitas vantagens em ter uma.

Não sei se é suposto mas lanço aqui um desafio, Tomates… reflitam bem na dificuldade de ser/ter tomates e partilhem as vossas histórias que comprovam a minha teoria do poder da pombinha 🙂

A convidada Tomate (com pombinha) de Tarouca

Flatulências

Tomateiros, Tomateiras!

Vamos fazer um jogo? No final deste texto conseguirei controlar telepaticamente o vosso organismo. É um desafio. Vamos a isso.

Hoje trago-vos um assunto mal cheiroso. Se estiverem a comer uma sande mista parem imediatamente. Isso mesmo, flatulências, gases, peidos, tracks, “puns”, “largar a ameixa”. No Wikipédia definido como:

“Flatulência ou flato (do latim flatus, sopro) é uma ventosidade anal que pode ser ruidosa ou não e que tem um cheiro fétido”.

Este gás “nobre” composto por 20-90% de azoto, 0-50% de hidrogénio, 10-30% de dióxido de carbono, 0-10% de oxigénio (dá para respirar) e 0-10% de Metano. E como podem ver é inflamável.

Toda gente quando está no seu cantinho gosta de se largar.

Dizem os envergonhados com descaso “nem por isso”, dizem elas “que nojo”. Eu até acredito neste “nojo” e explicarei mais à frente. Recentemente li um artigo que explica o porquê das flatulências dos outros serem tão desagradáveis e as nossas nem tanto. Desde 2005, estes investigadores estudam o cheiro das pessoas. Rapidamente chegaram à conclusão que o mais desagradável de todos são as flatulências. WOW! Nunca pensei! O artigo refere que a principal razão para os gases dos outros serem mais mal cheirosos, é simplesmente o facto de estarmos habituados ao nosso cheiro. Isto faz todo o sentido, nós estamos constantemente a cheirar o nosso próprio corpo e tudo que sai dele. Ainda é referido que o nosso cérebro não processa cheiros aos quais estamos habituados. Por exemplo, se usarmos o mesmo perfume muito tempo deixamos de sentir o cheiro, isto porque o nosso cérebro ignora o cheiro do perfume que já estamos habituados. Se as meninas que têm nojo tivessem mais à vontade (desde que seja nos seus cantinhos) não tinham tanto “nojo”.

Ainda há pelo menos mais duas razões que revelam este mistério das flatulências de outrem serem piores. A primeira razão é que quando “largamos a ameixa” o nosso cérebro já está preparado para receber um odor forte, e por isso “ignora” este cheiro. A segunda razão parece que contradiz a primeira mas na realidade não. Quando uma pessoa te avisa que acabou de produzir uma flatulência e o cheiro ainda não chegou ao teu nariz, quando o cheiro chega é ainda pior. True story. Os nossos cérebros deveriam reagir da mesma forma como na primeira razão citada, mas não. O nosso cérebro reage da seguinte forma: “ai foi? alguém soltou um pum? Deixa-me confirmar e procurar este odor dos deuses!” É ou não é verdade? Maldito cérebro! Portanto meus amigos mais vale não avisar o que fizeram, assim o que irá acontecer é que, talvez, o nosso cérebro consiga ignorar o cheiro, tal como faz com centenas de peidos que cheiramos todos os dias “nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura! Ora amarga! Ora doce!…” Ups! é melhor parar, acabei de estragar uma bela música! Peço desculpa!

Vamos a outro assunto, dentro do mesmo tema, que também interesse. Perguntam vocês : “Ó Tomate de Niterói, que tipo de tecnologias existe no mundo das flatulências?” Uma pergunta válida, que certamente já passou nas vossas cabeças, ou não. Ora bem, começo por apresentar as “cuecas anti-peido”, podem vê-las aqui. Estas cuecas possuem várias camadas de “cenas”, que permitem que o odor fique retido nas cuecas. É recomendado lavá-las pelo menos uma vez por semana. Fiquem já a saber que o preço para “não passar vergonha” são 30 dólares paras as mulheres e 45 para os homens (devem ter dupla camada), cada unidade. Levem quando forem ao indiano jantar.

E agora voltando à monitorização do nosso corpo com as novas tecnologias, apresento-vos o CH4 (fórmula química do metano), o “monitorizador de flatulências”, ou então como eu gosto de chamá-lo o “track tracker”. É verdade, este projeto ainda está a angariar fundos para ir para a frente, parece que não está a ter muito sucesso e eu não consigo perceber porquê! O CH4 consiste num pequeno dispositivo que se coloca no bolso de trás das calças e monitoriza a atividade de flatulências durante o dia. Obviamente está ligada a uma aplicação no smartphone onde é possível saber quais foram os tipos de comidas que causaram os piores gases! Assim poderemos evitar essas comidas! Que qualidade de vida! Ahahah. Para além de contabilizar o número de flatulências, a aplicação também indica a “potência” dos gases e até as calorias! Ao que parece o CH4 não está a ter muito sucesso porque as pessoas não querem andar com um dispositivo nas calças para este efeito. As pessoas identificariam na rua quem usa o track tracker. É pena.

Bem acabou o jogo. Largaram alguma ameixa durante este texto? Não? Perdi o jogo. Não consegui controlar o vosso organismo telepaticamente.

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Bocejaram? Afinal consegui! Ganhei! Ahahahah.

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O cover desta semana é do Tiago Bettencourt que interpreta a “canção de engate” do António Variações. Aproveito para divulgar a playlist de todas as covers que tenho postado. Podem ouvi-la aqui.

Acordes desta versão aqui.

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

Salada de conceitos e Doutores Francesinhas

Tomateiros, Tomateiras!

Hoje falo-vos de restaurantes e as tendências que têm aparecido e depois é que vamos às francesinhas (que é o que interesse). Tenho ido a alguns restaurantes no Porto, a experimentar novos sabores e novos conceitos. Sim, porque tudo agora tem de ter um conceito. Senão não é bom. Já não se abrem restaurantes sem um conceito bem definido. Hamburguerias, uma em cada esquina. Algumas com conceitos tão próprios que não deixam meia dúzia de amigos juntarem a mesa. Depois há lugares onde as senhas vão do número 1 para o 11, 12, 2, 20, 3… E não se pode reclamar. No meio de todo este conceito habituei-me a ligar uma luzinha da mesa para chamar o garçon. E não é que já levei com uma resposta “isso é só para o bar e não para os carrinhos”, mas de uma forma arrogante como fosse um problema não conhecer o conceito daquele lugar. Outro dia fui a uma “cervejaria” e pedi uma cristal e não tinha, pedi uma super, nada. Nem “a outra”… Tive de engolir uma cena “artesanal” e não refrescante. Curiosidade: o meu pedido foi “traga a mais parecida com a cristal”. Desilusão. Resumindo, sempre que se vai a um restaurante novo, tenho que perguntar como funciona parecendo que estou a lidar com maquinaria pesada. Mas o meu conceito favorito, e pioneiro nestas andanças, é o do McDonalds, onde permitem os clientes ter a fabulosa experiência de serem empregados de mesa de si próprios. Agora há alguns que até dão um bip para ires buscar a refeição quando tiver pronta, tipo uma evolução de um sininho.

E o que está na moda são ‘rias. Não sabem o que é? Hamburguerias, cervejarias, wafflerias, creparias, sanderias, pregarias e a mais excêntrica de todas: pizzarias.

E estes restaurantes não arriscam em novos pratos. Todos têm uma coisa em comum: SANDES. Afinal quem não gosta de sandes? E por falar em sandes, aproveito para trazer outro assunto à baila. Francesinhas.

Alguém me explica o porquê de toda a gente se tornar um crítico de gastronomia e um chefe de cozinha sempre que o assunto é francesinhas?

Para quem nunca reparou neste facto, reparem na próxima vez que forem à francesinha. Há sempre um comentário dos igredientes do molho “ah este leva açafrão, cerveja artesanal e um cálice de lágrima de cristo”, “este é doce, leva um toque de mel do gerês de abelhas virgens”. Mas o molho é só o princípio das críticas destes doutorados em francesinhas. Logo comenta-se o bife: “é tenro, e esta vaca com certeza pastou num terreno inclinado”. Seguindo para o recheio, passando pelo pão e culminando no ovo. Ah pois é, francesinha com ou sem ovo? Esta pergunta é apenas a ponta do iceberg para uma batalha sangrenta. E não é uma batalha entre dois grupos, é cada um por si porque cada um tem uma opinião muito própria. Normalmente há sempre o tipo “tradicional”: “francesinha com ovo? nunca na vida! e o molho tem de ser picante! Marisco? Isso não é francesinha!”. Mal sabem estes que existe francesinhas com alface no meio, no dia que souberem terão de ser internados num hospital psiquiátrico. Depois a maior parte são os do tipo “normal” que são os doutorados destes tempos. E por fim o tipo que desvasta tudo e come qualquer coisa, uma espécie rara em vias de extinção. Nem os gordinhos têm sido fiéis a este tipo de consumidor de francesinhas.

As francesinhas devem ser os pratos mais comparados em Portugal e em todo o mundo. Só no Porto existem 142 lugares com a melhor francesinha do Porto, e 213 com a melhor do mundo. É um abuso. E agora uma última observação:

Quem nunca falou de outra francesinha enquanto comia uma que atire a primeira batata frita!

E isto é o que gera mais discordância neste mundo de sandes com um molho engraçado. “Eu gosto mais daquela ou da outra, a outra é melhor no molho mas pior no bife”. Enfim, há pessoas que até fazem o seu top 10 de francesinhas. Caros Doutores Francesinhas, apreciem a que está à vossa frente.

E agora um final à Tomate do Bárrio style:

Ó Tomate de Niterói, não achas que a história do conceito é uma bodega e inventaste aquilo tudo só porque sim?

 Ora nem mais.

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Cover da semana: Shake It Off da Taylor Swift pelos Screaming Females. Não sabia que era possível gostar desta música 😀

TAB do baixo aqui, para variar

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói