Novas tecnologias sem pecado – o futuro

Ora muito boa tarde a todos os nossos leitores,

Portanto, aqui a Salada entrou em modo férias, e tocou-me a mim iniciar este aguardado período. Aguardado por mim, que vou descansar, e por vocês que não vão levar com tomates todos os dias.

Ora, o tema que hoje vos trago está relacionado com religião, e como muitas pessoas desejam viver numa bolha. Isto porque os Cristãos Evangélicos do Brasil criaram um rede social chamada Faceglória. Recomendo visitarem a homepage para serem recebidos com uma bonita e encorajadora mensagem da Carla Bruna. Toda a gente sabe que no Brasil não há grandes restrições de nomes e este até não é o pior, mas eu desconfio que esse nome foi uma vingança mesquinha dos pais por uma gravidez não planeada. Voltando ao Faceglória, o propósito de tal rede social é ser uma substituta do Facebook, mas sem pecados. Por exemplo, não há cá homossexualidade nessa rede. Porque Deus fez o homem e fez a mulher, um com chave, outra com fechadura. Tudo o resto não é natural e é pecado. Pois eu gostava de ouvir alguém citar a bíblia, dizendo “Discriminai o próximo, pois ele não sabe o que faz”. O mesmo se passa na Igreja Católica. Se algum padre lê este blog, eu gostava que dissesse nos comentários que nunca levantou a tenda, pois se sexo é para procriar, então não devia ser natural um homem ficar armado com a mais leve das aragens. A procriação deveria ser um momento de cumplicidade. Chegavam lá o homem e a mulher e diziam “sim senhor, vamos a isso” e o homem ganhava poderes mágicos, pois se é natural, Deus investiria o seu poder nele. Mas voltemos ao Faceglória. Além de não serem permitidos homossexuais, há mais de 600 termos censurados. Parece-me que metade deste texto estaria escondido sob asteriscos neste momento. Há também 20 polícias morais a patrulhar a rede. Ao que parece, a liberdade de expressão não deve ser lá muito natural também. Em vez de likes, coloca-se amens. E nisto eu concordo e acho que o Facebook devia copiar, já que as únicas vezes em que eu dou graças a Deus no Facebook é quando vejo uma foto de uma mulher bonita, e não sou religioso. Como disse no meu post anterior, a minha fé não foi recompensada quando mais pedi.

Mas, como já referi, o que eu acho pior é a vontade que algumas pessoas têm em viver numa bolha, alheados da realidade, num universo sem pecado. O que é viver sem pecado? É ir à missa todas as semanas? Se é, então depois pode-se bem chegar a casa e bater em toda a família; principalmente se se for um protótipo de heterossexualidade. Ou então arranjar intrigas no seio de outras famílias, desde que depois se faça a doaçãozinha para a fabriqueira, para a capelinha dos milagres, para o seminário…

Mas se querem viver numa bolhinha, eu estou cheio de ideias e só espero um parceiro que queira ser sócio. Toda a gente conhece o Tinder? Pois eu sugiro uma variante mais ao jeito do decoro. O critério de escolha deixaria de ser puramente libidinoso. Para a esquerda iriam as Maria Madalenas deste mundo. Para a direita as puras (e chatas) donzelas. E teria uma inovação. Quantos de vós não tiveram uma dúvida no Tinder e tiveram que mandar para a esquerda por causa dos limites de gostos? Por isso, eu sugiro incluir o movimento para cima. Enviava-se a rapariga para o purgatório e, mais tarde, quando abandonasse o seu decotezinho em favor de uma golinha alta, estava pronta para ir para a direita. Mais, podia-se incluir publicidade paga amiga do Senhor. Por exemplo, ensinar a técnica do coito interrompido, que as outras formas de controlo de natalidade (ou doenças) são pecado.

Os videojogos também são obra do Demo. Portanto, uma das minhas ideias intitula-se “Need For Speed: Moses Wanted”. Toda a gente sabe que os judeus tiveram que andar a todo o pano quando decidiram seguir Moisés para fugir dos egípcios. Pois aqui podíamos assumir o papel de Moisés e quitar os burrinhos, ou fazer upgrades para cavalos. E ainda se dava a conhecer a história bíblica. Ou então: “The Holy Scrolls: Skylimit”. O jogador encarnava um missionário que deveria andar pelo mundo a pregar a sua fé, enquanto se socorria de água benta, ou simples levar na tromba a.k.a. dar a outra face, para confrontar os infiéis. Numa vertente mais antiga, para ensinar conceitos de guerra santa durante as cruzadas, com um bocado de sangue e misticismo teríamos o “The Preacher 3: Infidel Hunt”. Temos ainda o “Call of Deity: Modern Homilies”, onde o objetivo é metralhar citações bíblicas a tudo que mexe.

E pronto, hoje o texto foi meio delirante, meio estúpidó-parvo, mas são férias, por isso pode-se.

Tomate de Barcelos

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