Vamos salvar o entretenimento e a arte!

Caros Tomates sedentos por entretenimento e arte, desde as séries, passando pelos filmes e acabando na música,

Numa semana em que o Apple Music começou a sua actividade e em que a série Hannibal foi cancelada (ver o post do meu colega Tomate de Ferreiros), gostaria de falar da proliferação dos serviços de streaming e com conteúdos à la carte, e na mudança que é necessário fazer (e alguma já está a ser feita) tanto do lado dos consumidores como dos fornecedores.

Para resolver grande parte do problema da pirataria deve ser dado, na minha opinião, um passo fundamental, o acesso universal e a qualquer momento aos conteúdos. Acho ridículo que não possa aceder aos conteúdos que eu quero a partir de qualquer parte do mundo, mesmo pagando. Mas além disso também quero poder aceder a qualquer momento. Poderia enumerar imensos casos em que isso não é possível, mas não vale a pena que todos nós já passamos por isso. E podem-me dizer que hoje em dia isso já começa a ser possível, com as transmissões das séries mais populares, em Portugal, terem transmissão no dia seguinte à da sua passagem na TV americana. Mas o que eu quero é PAGAR para ver Game Of Thrones à segunda-feira depois de um dia de trabalho na minha televisão, mas sem que para isso tenha que pagar para ter televisão por cabo onde 95% dos canais nunca vou ver e em que dos canais que vejo, só uma pequena percentagem são séries/programas que algum dia verei. E por favor acabem com leis como a da Cópia Privada que não ajuda ninguém, apenas uns grupos ditos protetores dos autores.

Mas do lado dos consumidores também tem que mudar algo. Temos que pagar pelo que vemos. Se gostamos de filmes, uma ida de vez em quando ao cinema pode ser uma experiência muito boa, em que tiramos prazer e estamos a ajudar a que mais obras de arte sejam feitas. E música, por exemplo, se ouvimos o dia todo música, não custa nada subscrever um serviço de streaming em que estamos a ajudar os autores (claro que aqui também é importante que o dinheiro vá realmente para os autores e não para as produtoras como é habitual). E nas séries, com a vinda do Netflix (e desde que com conteúdos em quantidade considerável) nada como aderir.

Claro que estes serviços devem ter um preço ajustado, aos países. Eu sou apologista de que o preço a cobrar nos EUA não deva ser o mesmo que na India, onde os salários são residuais quando comparados com o EUA. Mas para para além disso, gostava que o dinheiro fosse canalizado para onde deveria e não, como muitas vezes acontece, para aqueles grupos que detêm os “direitos”, mas que mais não fazem do que sugar tudo o que podem.

E com isto termino. Consumam entretenimento e arte, mas paguem por isso. E senhores dos conteúdos, deixem-nos pagar, mesmo que isso obrigue a restruturar toda a política de “direitos”…

Até uma próxima,

Tomate da Lixa

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