Capítulo Décimo Quarto – Obama Super Star e a desilusão de uma família

Irmãos Tomateiros,

     Lembram-se de vos ter dito que haveriam semanas em que tudo acontecia? Pois aqui está o melhor exemplo disso mesmo. Entre gatos queimados, atentados, quedas de ex-primeiras damas e cantorias presidenciais, a semana foi uma montanha russa de casos. Foi difícil escolher o caminho, mas depois de escolhido não há volta a dar. Não me vou alongar sobre queimas de gatos, apenas digo isto:

À e tal, se for o Estado Islâmico a prender pessoas em jaulas e ver o que acontece, é terrorismo e eles são muito maus e é preciso fazer alguma coisa, se for em Vila Flor já é tradição e não tem mal.

     Avançando para outros massacres, no dia dezassete de junho o “menino” Dylann Roof entrou numa igreja na Carolina do Sul e desatou a matar gente. Ao contrário dos atentados apelidados de terrorismo, este não foi nem por questões religiosas nem organizado pelo ISIS, Al-Qaeda ou outra organização deste género. Este atentado foi executado numa igreja maioritariamente frequentada por negros, por uma pessoa norte americana de vinte anos, que tinha a intenção de iniciar uma “guerra racial”. Ora bem, sem querer ser preconceituoso, já que é daqui que estes males vêm todos, este rapaz devia ser um daqueles rednecks típicos do Texas, com uma carrinha de caixa aberta e que tem relações sexuais com ovelhas. Mas agora se olharmos para as consequências disso, este moço passou a ser a desgraça da família Roof. Este jovem estragou a típica vida deste tipo de pessoas, o que só me faz lembrar os ataques do Charlie Hebdo, e já passo a explicar.

     Em Paris, os atentados tiveram base religiosa já que eles caricaturavam Maomé. Depois da morte de muita gente naquele edifício decidiu-se que a edição seguinte voltaria a ter o Maomé na capa, um claro “não cedemos ao que querem fazer”. Para além disto, tornou-se mais difícil “fazer terrorismo”, com o aperto da segurança na Europa. Nos EUA para além de não ter sido iniciada uma guerra racial, muito pelo contrário, vão proceder a revisão da lei das armas. Para além disto, o Mr. Obama ainda canta o Amazing Grace durante as cerimónias de homenagem às vítimas. Para quem não sabe, o Obama é negro e isso deve fazer comichão àquela gente toda. E só para finalizar o K.O. dos conservadores todos, as bandeiras confederativas passaram a ser tabu, graças a deus nosso senhor bendito. E a melhor de todas, casamento homossexual legalizado em todos os estados, sem recorrer a referendos ou lá o que se faz naquelas bandas, pleno direito assim do nada. Well done America! A familía do Dy deve estar orgulhosa do despoletar de acontecimentos que a rebeldia do filho originou. Acho que se proibissem as relações com ovelhas e primas nos estados deste género aquela gente avançava para a independência, não aguentavam mais restrições à sua pacata vida.

     Mas aqui em Portugal não há gente assim, pensam vocês. Eu também achava que não, até ver alguém ligar para um programa televisivo para comentar os incidentes entre a polícia e os adeptos do Benfica. A pergunta da senhora é, e passo a citar, “porque não batem em pretos e ciganos?” A cara da jornalista diz tudo e com isto me despeço.

P.S. – Em vez do Obama pensem no Cavaco a cantar o Hosana nas Alturas

Tomate do Bárrio

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