Aventuras e desventuras da profissão mais velha do mundo, e outras histórias

Boa tarde caríssimos leitores,

Esta semana tivemos um post sobre as vantagens da pombinha. Hoje o post vai ser sobre a procura de pombinha paga, que a semana passada foi prolifera em termos de notícias sobre o assunto.

Ao que parece, em Angola o negócio da prostituição deve ser meio desconhecido. Ou então é o que alguns jornalistas inocentes pensam. Então foram investigar a prática de prostituição em Luanda (video). E tenho a dizer que fica caro ir ao luxo, cerca de 400 € pelas mais baratas desta gama. E estas mulheres nem precisam de sentimentos para irem com um homem, dizem eles. Como? Então vai lá um homem carente, sente-se especial, e é tudo interesse? Não pode ser. Depois lá continuam, deixando a pergunta no ar: o dinheiro não era melhor empregue na educação ou a ajudar um familiar? Era sim, senhor. Mas parece-me pouco provável que a seguinte ordem de pensamentos exista em quem frequenta estas senhoras: “Ora, hoje ia bem era uma visitinha à Laida. Não, espera, vou antes ali à Staples comprar uma resma de papel do Carros 2 para o miúdo”. Eu ainda acho que a melhor maneira era legalizar a profissão. Pronto, já não havia mais cá coisas como se esconderem da polícia. As senhoras até podiam estar em locais melhores e mais seguros. Podiam passar a descontar e a ter reforma, e os clientes podiam pedir fatura para meter no IRS e habilitarem-se a ganhar um Audi, se fosse cá em Portugal. Ia ser especialmente engraçado para os gabinetes de contabilidade na altura de declarar o IRS, estarem a ver quem era afinal o macho da freguesia, o incansável.

Se em alguns sítios é ilegal, noutros é tão legal que as pessoas até se cansam de pagar impostos. Foi o caso de um senhor, proprietário de um bordel (vulgo, chulo) na Áustria, que cansado de pagar impostos decidiu oferecer sexo e bebida grátis aos clientes. Lembram-se do Pingo Doce colocar coisas a 50% no Dia do Trabalhador e parecer que se deu o apocalipse? Agora pensem se uma coisa destas fosse aqui. Mas em Portugal as coisas até são tranquilas e a malta gosta de dar a mão uns aos outros. Dar a mão salvo seja, que nestas conversas é sempre uma palavra perigosa. Estava eu a pesquisar coisas, quando me deparo com um fórum tuga dedicado a este tema. É verdade, meus amigos, houve um filantropo que criou um fórum para a malta trocar opiniões e conselhos. Um verdadeiro IPDB (podem imaginar o que é o P). Lá, os putanheiros lusos dão a sua nota de 0 a 10, contam as suas experiências e, veja-se, fazem-se anúncios de senhoras que estavam ausentes e estão de regresso, cuja notícia é recebida com grande entusiasmo. Os utilizadores são afetuosos, respondem com smiles e tudo. Mas não se pense que é tudo mel e coisas boas. Também há histórias tristes, e terríveis. Como aquele que chega lá e vê que existem algumas rugas e celulite. Ou aqueloutro que acha que a senhora tinha ar de quem tinha contas para pagar. Não há direito, então o cliente não tem sempre razão? Vai um gajo esperançoso, bate à porta com a direita, uns porque a esquerda pesa da aliança, outros para mostrar força, que a 60€ a meia-hora lá para o final do mês já só conseguem visitar a Casa da Dona Palma, e aparece uma pessoa destas à porta. Com problemas na vida e tudo! E no final a oral só se for encapotado (expressão que aprendi neste fórum), não há direito! Ah pois, nos posts que eu vi este era um dos problemas que mais apontavam (a malta gosta mais ao natural), e com isto lembrei-me daquele conto dos Irmãos Grimm. O Capuchinho Vermelho. Pois passo a contar. Um rapaz corpulento gostava muito de passear pela floresta, a caminho da casa da sua mais-que-tudo. E gostava ainda mais se pudesse ir no seu descapotável, ali à fresquinha. Certo dia, ia ele descansadinho da vida, quando o lobo mau o topou à distância. Este escondeu-se atrás de uma árvore, e quando o Capuchinho ia a passar, PUMBA, uma lostra de gonorreia no focinho. Moral da história: andar de descapotável dá doenças.

Para terminar, gostava só de referir mais um par de notícias curiosas. Ao que parece, uma produtora de filmes pornográficos quer gravar um filme porno no espaço. Não sei se já viram vídeos de astronautas a beber água; se já, facilmente percebem que o final tem tudo para ser uma coisa nunca vista. Também estão a ser desenvolvidas bonecas sexuais com o que de mais recente existe na robótica. Elas até falam e piscam os olhos. Eu estou como diz o Tomate de Ferreiros, que o dinheiro traz felicidade. E não sei o que é mais triste, se é o facto de estas bonecas sequer existirem, ou haver gente com 60 mil € para estourar que precisa destas coisas.

E com isto me vou.

Tomate de Barcelos

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4 thoughts on “Aventuras e desventuras da profissão mais velha do mundo, e outras histórias

  1. Antes de mais, parabéns pela página, que está recheada de boa escrita e muito humor! Continuem!

    Em relação ao tema, propriamente dito, confesso que sempre me fez muita confusão, no entanto se em certas situações consigo compreender o porquê de se tornarem prostitutas(os), noutras já não vejo fundamento. Ainda assim, se é a mais velha profissão do mundo, porque não a legalizar? Acho legítimo, até porque, minha gente, apesar de se investir em perseguições cerradas contra estas pessoas e multas exorbitantes, a verdade é só uma: irá sempre existir. Logo legalize-se lá a prostituição e invista-se em campanhas de sensibilização no que concerne a práticas sexuais protegidas por parte destes profissionais. Aí sim, consigo entender um cliente queixoso que pagou por um serviço e ainda recebeu HIV como recompensa…

    Ah! Já pensaram abordar um outro assunto igualmente preocupante: bares/discotecas gays que promovem a prostituição masculina e pagam as suas contas desta forma? Este exige mais pesquisa… Fica dica!

    Gostar

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