Capítulo Décimo Segundo – O Separatismo em Português

Como é que é malta da pesada? Sejam bem-vindos.

     Depois de um post sobre pombinhas só havia um caminho a tomar, e eu optei por não ir por ele. Hoje vou falar-vos de separatistas. Mas daqueles à séria, separatistas portugueses, revolucionários e inconformados.

     Antes de me virar para os portugueses vou enquadrar o “mundo separatista”. O separatismo é um conjunto de ideias nacionalistas que têm que ver com a reivindicação dos direitos nacionais de um povo sem Estado face a um estado-maior. Por norma, esta é uma denominação pejorativa.

     A nível europeu, existem grandes nomes como a Catalunha, País Basco, Galiza, Córsega, Irlanda do Norte, e com maior impacto nos últimos tempos, a Escócia. Estas são regiões com reais ambições e que podem, eventualmente, vir a tornar-se um país, com todas as consequências económicas e sociais que daí advém. Algumas delas andam à bulha com a polícia, fazem uns ataquezinhos terroristas bem jeitosinhos, matam gente. A famosa ETA anda há já muitos anos a estourar autocarros. Nesta coisa das guerras civis só não morre gente em Portugal. Fez-se o 25 de abril com muita calma, não morreu ninguém, a senhora dos cravos ainda ganhou o dia e à noite foram todos jantar calmamente. Mas se estão convencidos que os separatistas em Portugal andam a dormir, desenganem-se!

     Em Portugal é fácil perceber que, pela posição geográfica, os Açores e a Madeira são os mais fortes candidatos a estas coisas do separatismo/terrorismo. Existem uns grupos, desativados ao que parece, que andam há uns anos a mexer uns cordelinhos. Frente de Libertação dos Açores (FLA) e Partido Democrático do Atlântico, ambos dos Açores, e Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira, da Madeira, escusado será dizer. Este FLAMA até teve umas acções armadas na época do fim da ditadura, com o Senhor Alberto João na frente da guerrilha. Pode parecer contraditório, mas o Senhor Jardim começou uma ditadura logo depois de ter terminado outra. E o separatismo dele é apenas parcial, quer apenas os direitos mas os deveres deixa-os ficar para os Açores.

     E é aqui que chego ao meu ponto de hoje, a estupidez destas coisas. Eu percebo que as pessoas queiram independência e autonomia na altura de pagar as contas. “Vamos ser um país” dizem eles. Meus meninos, em Portugal existe um movimento chamado “Separatistas de Ermesinde”. Sim, leram bem. E as suas reivindicações são simples:

o procedimento legal adequado à criação do Concelho de Ermesinde e da construção da ferrovia Linha do Leça

     Eu não sei se as pessoas de Ermesinde querem realmente ser independentes de Portugal, ou lá do concelho onde estão. O que eu sei é que primeiramente são uns xoninhas. Lá fora fazem-se coisas duras e problemáticas, cá existem “procedimentos legais adequados”. É de uma falta de violência que me deixa triste. Em segundo lugar, e usando o Correio da Manhã como fonte segura, é que eles querem ser concelho, mas antes precisam de “uma esquadra da PSP, um tribunal de comarca, um hospital distrital, uma biblioteca municipal e uma linha de metropolitano com ligação ao Porto, instalação de conservatórias de Registo Predial e de Registo Automóvel e de delegações dos serviços de emprego e da segurança social”, dados de 2003. Eu não quero parecer má pessoa, mas esta gente pedir para ser concelho é a mesma coisa que o Defour pedir para ser o melhor jogador de futebol do Mundo ou o Sócrates o melhor político, faltam qualidades e atributos. A mim pouca diferença faz se eles são concelho ou não, só peço que, após a “separação” concluída não se achem no direito de fazer carnavais como outras regiões autónomas, é que em fevereiro faz muito frio no Porto, não se justifica.

     Já agora, lanço o repto à gente do Bárrio que me lê, que em princípio sou só eu, vamos criar o movimento “Os Separatistas do Bárrio”! Esta coisa da agregação de freguesias juntou-nos a Cepões. Não gosto do nome, e quero o Bárrio elevado a vila, ou concelho mesmo. Precisamos de pouca coisa, a notar:

Tudo o que Ermesinde precisa

Um snack/bar

Nome de ruas

     Como podem ver, não é nada difícil ser separatista. E como apelar ao terrorismo é crime, se quiserem fazer movimentos independentistas, façam-no de modo sensato e com cabecinha.

Tomate do Bárrio

Ó Tomate do Bárrio, estás a ficar muito sério nas tuas abordagens. Para quando javardice?

Na próxima semana vou falar de coisas javardas, prometo.

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