Flatulências

Tomateiros, Tomateiras!

Vamos fazer um jogo? No final deste texto conseguirei controlar telepaticamente o vosso organismo. É um desafio. Vamos a isso.

Hoje trago-vos um assunto mal cheiroso. Se estiverem a comer uma sande mista parem imediatamente. Isso mesmo, flatulências, gases, peidos, tracks, “puns”, “largar a ameixa”. No Wikipédia definido como:

“Flatulência ou flato (do latim flatus, sopro) é uma ventosidade anal que pode ser ruidosa ou não e que tem um cheiro fétido”.

Este gás “nobre” composto por 20-90% de azoto, 0-50% de hidrogénio, 10-30% de dióxido de carbono, 0-10% de oxigénio (dá para respirar) e 0-10% de Metano. E como podem ver é inflamável.

Toda gente quando está no seu cantinho gosta de se largar.

Dizem os envergonhados com descaso “nem por isso”, dizem elas “que nojo”. Eu até acredito neste “nojo” e explicarei mais à frente. Recentemente li um artigo que explica o porquê das flatulências dos outros serem tão desagradáveis e as nossas nem tanto. Desde 2005, estes investigadores estudam o cheiro das pessoas. Rapidamente chegaram à conclusão que o mais desagradável de todos são as flatulências. WOW! Nunca pensei! O artigo refere que a principal razão para os gases dos outros serem mais mal cheirosos, é simplesmente o facto de estarmos habituados ao nosso cheiro. Isto faz todo o sentido, nós estamos constantemente a cheirar o nosso próprio corpo e tudo que sai dele. Ainda é referido que o nosso cérebro não processa cheiros aos quais estamos habituados. Por exemplo, se usarmos o mesmo perfume muito tempo deixamos de sentir o cheiro, isto porque o nosso cérebro ignora o cheiro do perfume que já estamos habituados. Se as meninas que têm nojo tivessem mais à vontade (desde que seja nos seus cantinhos) não tinham tanto “nojo”.

Ainda há pelo menos mais duas razões que revelam este mistério das flatulências de outrem serem piores. A primeira razão é que quando “largamos a ameixa” o nosso cérebro já está preparado para receber um odor forte, e por isso “ignora” este cheiro. A segunda razão parece que contradiz a primeira mas na realidade não. Quando uma pessoa te avisa que acabou de produzir uma flatulência e o cheiro ainda não chegou ao teu nariz, quando o cheiro chega é ainda pior. True story. Os nossos cérebros deveriam reagir da mesma forma como na primeira razão citada, mas não. O nosso cérebro reage da seguinte forma: “ai foi? alguém soltou um pum? Deixa-me confirmar e procurar este odor dos deuses!” É ou não é verdade? Maldito cérebro! Portanto meus amigos mais vale não avisar o que fizeram, assim o que irá acontecer é que, talvez, o nosso cérebro consiga ignorar o cheiro, tal como faz com centenas de peidos que cheiramos todos os dias “nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura! Ora amarga! Ora doce!…” Ups! é melhor parar, acabei de estragar uma bela música! Peço desculpa!

Vamos a outro assunto, dentro do mesmo tema, que também interesse. Perguntam vocês : “Ó Tomate de Niterói, que tipo de tecnologias existe no mundo das flatulências?” Uma pergunta válida, que certamente já passou nas vossas cabeças, ou não. Ora bem, começo por apresentar as “cuecas anti-peido”, podem vê-las aqui. Estas cuecas possuem várias camadas de “cenas”, que permitem que o odor fique retido nas cuecas. É recomendado lavá-las pelo menos uma vez por semana. Fiquem já a saber que o preço para “não passar vergonha” são 30 dólares paras as mulheres e 45 para os homens (devem ter dupla camada), cada unidade. Levem quando forem ao indiano jantar.

E agora voltando à monitorização do nosso corpo com as novas tecnologias, apresento-vos o CH4 (fórmula química do metano), o “monitorizador de flatulências”, ou então como eu gosto de chamá-lo o “track tracker”. É verdade, este projeto ainda está a angariar fundos para ir para a frente, parece que não está a ter muito sucesso e eu não consigo perceber porquê! O CH4 consiste num pequeno dispositivo que se coloca no bolso de trás das calças e monitoriza a atividade de flatulências durante o dia. Obviamente está ligada a uma aplicação no smartphone onde é possível saber quais foram os tipos de comidas que causaram os piores gases! Assim poderemos evitar essas comidas! Que qualidade de vida! Ahahah. Para além de contabilizar o número de flatulências, a aplicação também indica a “potência” dos gases e até as calorias! Ao que parece o CH4 não está a ter muito sucesso porque as pessoas não querem andar com um dispositivo nas calças para este efeito. As pessoas identificariam na rua quem usa o track tracker. É pena.

Bem acabou o jogo. Largaram alguma ameixa durante este texto? Não? Perdi o jogo. Não consegui controlar o vosso organismo telepaticamente.

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Bocejaram? Afinal consegui! Ganhei! Ahahahah.

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O cover desta semana é do Tiago Bettencourt que interpreta a “canção de engate” do António Variações. Aproveito para divulgar a playlist de todas as covers que tenho postado. Podem ouvi-la aqui.

Acordes desta versão aqui.

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

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