Capítulo Décimo Primeiro – Às terças é dia de cinema, e isso não muda

     Sejam bem-vindos a esta casa. Estou tão habituado a escrever neste dia como vocês estão habituados a ler às terças, peixinho fora de água. Eu sou um homem de tradições, com valores enraizados e que preza a perpetuidade das coisas, como tal, hoje vou escrever sobre cinema.

     Depois de uma semana com uma das maiores viragens de paradigma do futebol nacional (eu só vou acreditar quando vir o Jesus com o fato oficial do Sporting, e só espero que voltem a jogar contra o Vizela, por questões de análise de coerência) não vou aprofundar muito o tema. Acho que depois de aberturas de telejornal, capas de jornal com “traições” e programas desportivos e políticos inteiramente dedicados a esse assunto nada mais posso acrescentar, a não ser um simples “deixem de ser vidrinhos e liguem mais a assuntos sérios”.

     Deixando o cinema português e partindo para o internacional, peço desde já desculpas por não ser capaz de introduzir uma lista com os meus realizadores favoritos de todos os tempos, dos últimos dez anos nem de curtas-metragens, o meu conhecimento cinematográfico é relativamente limitado, sobretudo quando comparado com o de um Tomate de Ferreiros.  A minha última aventura cinematográfica foi o Mad Max: Fury Road. E que filme! A verdade é que implicou uma preparação cuidada, com direito a visualização dos dois primeiros, um de 1979 e outro de 1981 (já não tive paciência para o terceiro, a minha alminha cansou-se). Onde consegui arranjar os filmes, perguntam vocês. Clube de vídeo mais próximo e concertei o meu leitor de VHS, eu não alinho nisso dos downloads ilegais. Quando cheguei ao cinema já estava a contar com um filme com poucas falas e muita ação, mas nunca naquelas proporções. Foram duas horas de adrenalina, e eu nem sou um homem de rally ou motocross. Se não tiveram oportunidade de ver, arranjem tempo! Conselho para a pós visualização, não conduzam. Vai ser perigoso, vão achar que são os maiores condutores de sempre. Não são os melhores e a polícia não deve achar piada a gente que salta por cima de outros carros.

     Vou crer que não foram na minha cantiga do VHS, vocês são seres que vivem num mundo real, e eu não tenho habilidade de reparação de leitores de vídeo. Esta semana foi anunciada uma possível solução para este flagelo com que as crianças de noventa se deparam. Como substituir o VHS? A Netflix anunciou que vai entrar no mercado nacional em outubro, com um preço de 7,99€. Este serviço, no que aos EUA diz respeito, disponibiliza um número absurdo de séries e filmes para consumo caseiro. Imaginem estar em casa, sentadinhos no sofá, comando na mão e simplesmente poderem escolher um filme ou série entre milhares. “Ah mas os canais pagos já têm muita oferta e podemos recuar”. Não é a mesma coisa, não é a mesma comodidade. E eu sei bem que o que dá na televisão nunca vai de encontro ao que vocês “querem” ver. Ou é porque o episódio da série que estão a ver é solto, ou já viram, ou fica muito lá à frente na história, ou os filmes de ação não prestam, as comédias românticas já viram e os dramas não apetecem, ou a cena daquele leão a caçar a gazela está mais que batida, já viram todos os Caçadores de Mitos e não vos está a apetecer ver o Jersey Shore. Na parte que me toca, o mais certo será eu experimentar em outubro. O primeiro mês é anunciado como grátis e eu gosto de ver  para contar como foi, coisas minhas.

     E como as terças não são a mesma coisa sem a recomendação de um filme, eu vou subir a parada e recomendar uma série também, aqui vai:

Inseparable

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     Um filme que ainda não vi, vou sugerir porque gosto da  premissa do Sr. Kevin Spacey ser um super-herói de fato de  treino na China. Também estou a sugerir porque sei que vocês  seguem atentamente o blogue e veem todos os filmes aqui      sugeridos. Vejam e depois alguém que diga se é bom.

Interpretações: Como tem o Spacey, 10/10

História: Como tem o Spacey vestido de super-herói 10/10 

Produção: Sendo chinês tenho dúvidas 5/10 

Nota Final: Digam se é bom para eu ver


New Girl

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     É o meu guilty pleasure, tenho quase vergonha  em escrever isto. Se gostam de séries de comédia  em que os protagonistas gritam uns com os  outros, esta é a vossa série. Se não gostarem  desta sugestão, e quiserem deixar comentários  ofensivos, então deixo- vos a sugestão de ver o “Bem-vindos a Beirais”, vão ver o que é qualidade.

Interpretações: o Nick Miller tem a performance de uma vida ao ser a pessoa mais resmungona à face da Terra, mas a Jess é chata, está sempre a cantar 7/10

História: Coisa mais simples e linear de sempre, não há surpresas nem mortes inesperadas 7/10

Produção: É uma série, está bem feita dentro do género 7/10

Nota Final: Bem porreira 7/10


     Não sou um grande entendido, mas acho que deu para fazer um serviço de qualidade.

Tomate do Bárrio

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