Uma condução de nervos

Bons dias,

Mais uma semana para vos falar de cenas aleatórias que me vêm à cabeça. Como já devem ter reparado, sou uma pessoa que se irrita com muita coisa. Uns dizem que sou muito nervoso, eu pelo contrário tenho outra teoria. Sou uma pessoa constante, ao menos irrito-me com tudo e com todos, não só com alguns. Para quem pede a igualdade entre todos é isto que devemos fazer. Mas existe uma situação em que consigo estar muito mais irritado que o normal. Quando estou a conduzir.

Os condutores nas estradas portuguesas tiram-me tempo de vida precioso. Primeiro, porque o stress a que me causam dava para pôr a Madre Teresa nervosa (e a senhora parecia ser difícil de se enervar) e, segundo, porque possibilitam que me espete em qualquer canto por aí. Atenção, não sou daqueles que ache que os portugueses são piores que os outros todos, só não conheço os condutores dos outros lados. Ainda por cima dizem que os italianos parece que ganharam a carta na caixa de cereais.

Existem diversos tipos de condutores que vamos encontrando no dia-a-dia.

– Existem os “lentos” e com esses tenho vontade de ir dando uns empurrões para ver se ganham velocidade, ou então para ver se caem da ribanceira a baixo. Tendo em conta a velocidade a que eles andam, devem usar bem o travão, por isso uma queda destas nunca deve dar aso a grandes problemas, e sempre me ponho a caminho mais rápido.

– Existem aqueles que são os “cabrões”, adoram meter-se com uma grande rapidez na nossa via, mas depois põem-se com a mínima velocidade possível. É que parece que é mesmo só para chatear. Se por acaso levarem com uma buzinadela um dia destes depois de fazerem isto olhem para o carro, se virem um tomate já sabem quem é.

– Existem os “ultrapassa”, que são aqueles que só estão bem na faixa contrária. Reclamam sempre com o carro da frente e basta verem um mínimo espaço e já estão a desviar-se para a faixa do lado, nem que seja numa curva apertada. Segundo estas “pessoas” (as aspas existem porque geralmente a inteligência destes seres assemelha-se à de um inseto) não há problema nenhum com estas ultrapassagens, até porque eles conseguem saber se vêm ou não carros, mesmo sem os ver. Devem ser todos Marias Helenas ou Mestre Alves. Única explicação plausível. Nestes carros (geralmente tunings) devia ser incorporado um sistema de choque quando se pisasse a linha contínua. O gozo que me dava vê-los a estremecer sempre que tentavam ultrapassar, podia ser que assim aprendessem.

– Existem ainda aqueles que são os “lentos disléxicos”, aqueles que além de serem lentos, andam sempre na via da esquerda. Eu não sei quanto a vocês, mas não gosto de ultrapassar pela direita, até porque nunca sei quando o que os “lentos disléxicos” querem fazer. Normalmente o que acabo por fazer é buzinar e fazer sinais de luzes até ele se pôr na faixa da direita. O mais provável é esta pessoa pensar que estou marcha de emergência e desviar-se por causa disso, mas não quero saber, aprendesse a conduzir.

– O último tipo e um dos que mais irrita é o “barulhento”, aquele que no meio de uma fila de trânsito completamente parada gosta de buzinar. Alguém mete na cabeça destas pessoas que não é essa buzina que vai fazer com que o resto comece a andar? E além disso, o maior problema é que quando um “barulhento” se revela, aquilo parece uma doença infeciosa pior que o ébola, e todos à volta começam a buzinar também. Aquilo parece um concurso de quem apita mais alto, uma mostra da masculinidade do condutor semelhante a ver quem tem o instrumento maior, mas neste caso apenas mostra quem tem uma maior deficiência mental.

Para quem ache que estou a ser machista pela parte anterior, diria que até não sou, mas já que dizem isso, vou falar das mulheres a conduzir. Não diria que todas conduzam mal, mas é impossível não concordarem comigo quando digo que uma grande maioria conduz. Aposto que já todos vocês disseram o seguinte quando viram um aselha na estrada “Ou é mulher, ou é velho.”. Eu já disse, e diria que acerto em 99% dos casos. Mas elas não conduzem mal por falta de inteligência, apenas porque ficam apavoradas à beira de carros, tanto dos outros como do próprio carro que estão a conduzir. É a única maneira para justificar o milímetro que elas afastam o peito do volante. Parece que estão a abraçar o carro para ter a certeza que ele não foge.

Mas para aqueles aí que não conduzem e estão a regozijar-se por não levarem com a minha ira, digo-vos já que os peões não são melhores, principalmente aqueles que param à entrada da passadeira para conversar para o lado ou olhar para o telemóvel, e depois de os carros amavelmente pararem para os deixar passar, percebe-se que apenas nos queriam achincalhar. Era de quem lhes passasse com uma roda em cima de um dos pés, magoava um bocadinho, mas com uma muleta continuavam a andar bem, e o mais importante, aprendiam uma lição.

Para quem não percebeu eu odeio toda a gente que anda na estrada, exceto eu próprio, até porque conduzo bem e nunca faço erros. Quando levo multas, foram os polícias que viram mal, exceto se houver algum polícia a ler isto, neste caso o Sr Agente tem toda a razão do mundo, que eu não quero acabar como o benfiquista de Guimarães.

 

Tomate de Fraião

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