Capítulo Oitavo – Hitler às voltas na campa

Bem vos recebo fiéis leitores.

     Já arrumaram os cachecóis? Ontem senti-me obrigado a ver o FashionTV para fugir às imagens do Marquês. Eu não sou uma pessoa que perceba de bolsas e PIB’s mas isto hoje em Portugal deve ser uma desgraça, quase dia santo.

     Ora bem, esta semana venho falar-vos de algo que muito me inquieta e que pouco direito de antena tem nas várias plataformas de direito. Podem pensar que será bullying ou polícias a desancarem em pais de família, mas não, irei falar-vos do neo-nazismo. Desde já vos peço desculpa, mas com a mudança do acordo ortográfico tenho várias dúvidas quanto a hífens, mas isso ficará para outra altura. Cada vez que existem eleições na Europa fala-se no ressurgimento de forças de extrema-direita e partidos nacionalistas e da força que têm ganho ao longo dos anos. A senhora Le Pen teve 24% dos votos ficando à frente do Sarkozy. Na Grécia, o Aurora Dourara foi notícia por assumir um papel preponderante nos confrontos que existiram em 2013 e pela crescente onda nacionalista que se verificava na Europa. Muito bem, quem aguentou até aqui está de parabéns, eu próprio estive para desistir. Mas dentro da estupidez, há gente que consegue atingir patamares inalcançáveis ao mais comum mortal, e que faria o Hitler dar voltas no seu túmulo, e é muito bem feito diga-se.

     Vou enumerar dois grupos que me fazem rir por dentro, um alemão e outro russo. Podem dizer que sou preconceituoso ao assumir que os neo-nazis têm de ser skinheads cheios de tatuagens, mas estes dois “novos grupos” levam o conceito muito mais longe. Na Alemanha, o termo Nipster é utilizado para descrever os jovens que abraçam a “causa” do nacionalismo, mas ao mesmo tempo não descuram as modas que se fazem nos EUA e gostam de ser hipsters. Basicamente esta gente deve gostar de expulsar emigrantes, matar alguns até, mas numas calças apertadinhas e com óculos de massa. Eles até são normais em alguns pontos, preocupam-se com os direitos dos animais e com o meio ambiente, desde que esses “animais” não sejam pessoas de outro país, isso eles já não suportam.

     Na Rússia, e esta é boa demais, existe um movimento de Gay Aryan Skinheads. Sim é verdade, deixem de ser preconceituosos, nem todos os skinheads andam a encher de porrada com tacos de basebol, alguns usam purpurinas e lacas para o cabelo (estas apenas como armas de arremesso). Uma “organização” que luta pelos direitos dos homossexuais mas também pelo nacionalismo e “pela aniquilação de nacionalidades impuras”. Sou eu a única pessoa a achar que isto tem uma lógica a roçar o zero? Sempre achei que esta gente fosse de fortes ideologias, mas parece-me demasiado contraditório. Acho que bastava um muçulmano branco e homossexual aparecer numa reunião deles e aquilo ia tudo abaixo. Mas atenção que quando falo em homossexuais são apenas os do sexo masculino, que essas coisas do lesbianismo e travestismo eles já não entendem (como se costuma dizer, quem é que quer comer pão com pão quando pode comer pão com chouriço?). E acham que apenas os homens homossexuais podem ser verdadeiros patriotas, pois não perdem tempo com mulheres. E para terminar, não podia deixar passar o símbolo deles, não vou tecer nenhuma piada, não é necessário. O símbolo desta organização é uma cruz suástica e dois pénis que se cruzam. Obrigado e boa noite.

Tomate do Bárrio

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