Uma ilha (não) muito longe daqui

Tomateiros, Tomateiras!

E esta semana está a correr bem? Viram muitas frangas nessas semanas académicas? Aposto que sim.  Mas vamos ao que interesse.

Na passada quinta feira, houve eleições no Reino Unido. Após uma previsão que, até ao dia anterior, apontava para uma disputa taco a taco entre o Partido Conservador e o Trabalhista, os resultados foram bastante diferentes. Os conservadores conquistaram a maioria absoluta. Dado este contexto, tive o prazer de ler uma crónica está semana no público sobre este assunto. E aquela ideia que o povo desta ilha é honesto e correto voltou a surpreender-me.

Estas eleições foram numa quinta-feira. Se isto fosse no Brasil ou em Portugal, ou noutro país latino a sério, o povo aproveitava para fazer meio expediente, ou expediente nenhum e nem votar ia. Dia de férias à pala. Um sonho de qualquer José, Joaquim, Anderson ou Edimilson.

Ao que parece, no Reino Unido basta dizer o nome completo e o número eleitoral para votar. Nada de assinaturas. Nada de documentos. Mas que impossibilidade tão grande que isto é no nosso país! O metro do Porto só funciona porque os picas andam sempre a rondar, e mesmo assim o dinheiro que não devem perder…

Mas à medida que fui lendo a crónica, ficou cada vez mais interessante. Não é que eles não usam esferográficas? É tudo a lápis! Quer a folha de presença, quer o boletim de voto! E eu que não voto em branco porque tenho receio que coloquem uma cruz por mim! Isto é surreal. Ter receio que alguém deturpe as ideias que defendo como cidadão? Apagar essas ideias perante a sociedade? “Je ne suis pas” voto nulo, eu queria, muitas vezes, ser “je suis” voto branco (não vou abrir aqui a velha discussão entres estes dois tipos de votos).

Desafio a todos nas próximas eleições a perguntarem junto às urnas se podem votar a lápis. E perguntem porque não. Respostas como “assim alguém pode mudar o seu voto” seria curioso ouvir ali no cara a cara.

Voltando ao lápis, ao que parece eles usam lápis porque o Reino Unido é um país com muita chuva, e se fosse a caneta e os votos fossem molhados não se perceberia as intenções de voto. Ora bem, realmente deve chover muito por lá ao ponto de não existir coisas impermeáveis… Mas não deixa de ser um argumento válido, vá…

Acabo com algumas comparações entre este povo e o povo brasituga:

Pontuais. Dignos de uma expressão portuguesa “pontualidade inglesa”. Não deveria ser expressão.

O popular “já vou”, “um minutinho”.  Devia existir uma expressão.

Fanáticos e doentes por qualquer desporto (um inglês em Barcelona já ficou revoltado comigo por não saber que naquele dia tinha havido a final de andebol feminino europeu, true story)

Só doentes

País de imigrantes

País de emigrantes

Encostam feriados aos fins de semana

Fazem pontes

Sem bilhete de identidade

Cartões de identificação que não acabam

Gastronomia extremamente pobre

Das melhores gastronomias do mundo (PT e BR)

Gostam de ser diferentes só porque sim, a pesar coisas e a conduzir pela esquerda só porque sim.

Passar a mudança com a mão direita dá mais jeito, mas tanto faz porque dá para conduzir a falar ao telemóvel, a comer um quibe, e conduzir com as calças super aderentes do Toy.

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Cover da semana: Sunday Morning dos Marron 5 por David Choi

Acordes: Dm7 (XX0211) –> G (320033) –> C (X32010) repetir esta sequência

Transição: C –> C#* (X43020)

TAB música original aqui

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Não coma só tomates, coma também banana e até para a semana!

Tomate de Niterói

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