Porque a “arte” não é toda igual

Cumprimentos senhores e senhoras,

Depois de um texto muito calmo, quero voltar a falar-vos de coisas que me chateiam. E aposto que vai haver muita gente aí que concorda comigo (e muitas outras pessoas que discordam, mas se assim não fosse, também não tinha piada). Hoje venho-vos falar daquela arte que ninguém percebe, aquela arte estranha… Sim, a chamada arte contemporânea. Começando pelo nome, temos uma arte que se denomina “contemporânea”, que significa “que é do tempo atual”. Ou seja, a arte feita daqui a 50 anos continua a ser arte contemporânea, mas a que for feita hoje já não pode, certo? Se calhar estou a pensar demasiado sobre este tema, mas parece-me parvo e acho que quem escolheu este nome não fez propriamente um grande trabalho.

A parte que mais me chateia são os ditos grandes conhecedores e experts deste tipo de arte. Aquelas pessoas que ridicularizam os outros porque não conseguem perceber que um quadro todo branco é uma grande obra que deve ser apreciada durante meia hora, ou que ver pessoas a partir sanitas num museu é de uma beleza semelhante a um pôr-do-sol numa praia das Caraíbas. O problema destas pessoas é que bastava pôr-lhes um poio à frente (desde que estivesse num museu), e já diziam que se devia pagar milhões por isso. Mas vejam este vídeo que ficam já a perceber o que estou a dizer.

Vou então falar agora de alguns dos exemplos desta “arte”:

– Começamos pelo famoso escorredor de garrafas. Eu não sei como vos descrever, mas é apenas um escorredor de garrafas em ferro. Segundo o próprio autor é baseado na “indiferença visual”. Ou seja, ele próprio estava a dizer-nos “Não olhem para isso, porque encontram facilmente no Pingo Doce bem mais barato”, mas mesmo assim o ser humano, estúpido como é, foi metê-lo num museu. O mais interessante é que a “obra original” desapareceu porque a irmã do “artista” a confundiu com lixo… Porque terá sido… Mas mesmo assim, todos os museus querem ter uma réplica desta obra. Digo-vos já que eu vi ao vivo uma destas réplicas e sabem o que senti? Apenas uma grande vontade de começar a escorrer garrafas, pela goela abaixo.

– E continuando com as artes plásticas, apresento-vos agora a exposição “The Great Wall of Vagina”. E pensam vocês, será que vai ser uma parede cheia de vaginas? Ah pois é, é exatamente isso. Mas a história desta “obra de arte” não fica por aqui, até porque é composta por 400 esculturas de vulvas, em que cada uma foi moldada de uma mulher diferente. Porque o lema desta corrente artística é que as vulvas são tão diferentes como a cara de cada um. Eu acredito bem nisso, principalmente depois de ver algumas imagens. Mas será que era necessário encher paredes desta maneira? Além disso, a maneira de moldagem parecia bem estranha. Uma mulher punha-se de pernas abertas e o “artista” inseria o composto na superfície e tinha a certeza que assentava bem em todo o lado (Ah seu maroto). Depois disso tinham ali toda uma conversa nada desconfortável, porque tenho a certeza que o sonho de qualquer mulher é estar com as pernas abertas em frente a um senhor que tinha acabado de mexer no seu “sítio especial”. Mas se vocês acham isto estranho, tenho-vos a dizer que este mesmo artista pode-vos oferecer uma peça de arte única. Um molde interno da vossa vagina (Peço desculpa senhores, mas ele só pensa mesmo nas mulheres). Porque “o órgão sexual masculino está à vista para todos, e o feminino está escondido”. Não sei muito bem como é na terra deste senhor, mas nem toda a gente vê o meu São Julião, e duvido que a maioria das mulheres gostasse de guardar em cima da sua lareira o seu interior para que toda a gente o pudesse apreciar.

– E porque nem tudo são artes plásticas, passo agora às artes performativas, e especificamente para uma obra portuguesa, com o belíssimo nome de Art piss (on money and politics). Apesar de os artistas normalmente não serem muito literais, neste caso, e infelizmente, foram demasiado literais. Até porque toda esta “performance” baseou-se em colocar fotos de notas e políticos no chão e meia dúzia de pessoas foram para cima das mesmas e fizeram as suas necessidades. Eu não sei quanto a vocês, mas isto é apenas nojento. E além dos “artistas” envolvidos, são todas as pessoas que estão à volta a bater palmas e a guinchar, como se tivessem acabado de ver a sua banda preferida. Mas não, apenas estão a apreciar pessoas a urinar em público. Para mim, basta ver-me a mim próprio a urinar, e mesmo isso era desnecessário, mas pronto, faço o sacrifício. Uma das coisas mais estranhas neste espetáculo foi as pessoas não se terem limpo no final, é que ao menos podiam ter um objetivo educativo para aumentar o nível de higiene do país, mas nem isso…

– E para acabar em beleza vejam a artista que, no meio da rua, “pinta” com ovos que saem da sua vagina. Não me vou alongar muito nisto, porque acho que fui bastante explicativo. Agora só gostaria de saber porque raio alguém quer meter ovos com tinta na sua vagina para depois andar a atirá-los para uma tela, até porque parece ser frio e desconfortável. Segundo a artista, o objetivo é mostrar o “poder criativo da vagina”, o que a mim me parece estranho, mas cada mulher saberá o que a sua vagina consegue, ou não, criar. Segundo a mesma, isto ainda mostra a força do feminismo, mas pode ser que este tema surja nas próximas semanas. A mim parece-me só uma mulher que gosta de se exibir nua em espaços públicos e com um fetiche especial por ovos.

Percebem agora o que quero dizer com isto? Não é arte, é apenas parvoíce. E mais estúpido que os “artistas”, que ganham dinheiro com isto, são os espetadores que pagam para o ver… A humanidade está perdida. E para aqueles que dizem “Ah e tal, mas tu não podes dizer que toda a arte contemporânea é má”. Por acaso eu nem disse isso, mas se quisesse dizia, é a vantagem de ser um ilustre desconhecido.

Uma sugestão para aqueles que apoiam este tipo de obras, podem vir tentar convencer-me de que isto é mesmo arte, mas duvido que consigam. Primeiro, porque sou teimoso que nem um burro, e segundo porque aposto que os vossos argumentos são parecidos com aquilo que puseram em cima do dinheiro e dos políticos. Mas sem ressentimentos meus amigos.

E sem mais nada a tratar esta semana, fico-me por aqui.

Tomate de Fraião

Anúncios

5 thoughts on “Porque a “arte” não é toda igual

    1. Eu sei que a pessoa que diz “Ah e tal, mas tu não podes dizer que toda a arte contemporânea é má” tem gostos artísticos muito particulares, e desafio-a a fazer qualquer um dos dois últimos exemplos que falei no texto.
      Espero por um convite seu.

      Gostar

      1. os meus gostos artísticos, embora diversificados, não contemplam nenhuma das duas modalidades supracitadas (por mero acaso, que podiam contemplar e o caro tomate de fraião não tinha nada a ver com isso). sei que o desiludo, mas pode ser que alguém lhe satisfaça tal vontade.

        cumprimentos.

        Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s