Realizador, ser ou não ser?

Boa noite, Boa noite!

Voltei para vos maçar mais um bocadinho. Trago-vos mais um tópico que na sua totalidade apenas fala de cinema. Portanto se quiserem desistir, é agora. Por isso, até mais para os que já ficaram aqui.

Já alguma vez sonharam ser realizadores? Conseguir fabricar arte bela e fascinante? Eu já, e para ser sincero, ainda sonho com isso. Fazer o meu próprio filme com uma história original e sem precedentes. Aliás, para quem leu o meu último tópico, certamente se lembra que sou muito bom a escrever scripts!

Um realizador é como um Mozart ou um Picasso. É o chefe máximo na sua arte, aquele que tem a palavra final nos atores, na construção, na escolha da história, e em tudo o que diz respeito a uma película de cinema. Eles deixam as suas marcas em todos os filmes que realizam e ficam para a história com os seus grandes projetos, tal como grandes artistas das outras seis artes que antecedem esta! Os primeiros Directors surgiram antes do início do seculo XX, os irmãos Lumière. Estes foram os primeiros a estrear um filme, produzido e dirigido pelos próprios para o público francês. Desde então, milhares de realizadores tentaram a sua sorte, mas poucos são os que realmente ficaram para a História. Hoje em dia podemos então considerar que temos três tipos de realizadores, os “old ones”, muito ativos antes de 1990, os “new ones”, muito ativos após 1990 e os “old/new”, que foram bastante ativos antes de 90 e continuam ativos até aos dias de hoje. Desde Charlie Chaplin até Christopher Nolan muito foi mudando e muito se aprendeu, todavia o crescimento de pessoas que acham que podem realizar um filme foi exponencial. Existem realizadores, ou melhor, pseudo-realizadores em todo o lado, e muitos deles sem o mínimo de vocação para o ser. Deixo já aqui a minha menção honrosa para Paul W.S. Anderson (Event Horizon, Mortal Kombat, Pompeii), aquele realizador que tenta e tenta, mas antes de lançar um filme já todos sabemos que vai ser um humus cinematográfico.

Começo então por descrever o meu top 5 de melhores realizadores de todos os tempos.

1º – Stanley Kubrick;

2º – Alfred Hitchcock;

3º – David Fincher;

4º – Martin Scorsese;

5º – Paul Thomas Anderson.

Sim é o meu, é a minha opinião e se tiverem algo a dizer guardem para mais tarde. Antes deixem-me explicar o porquê de todas as minhas decisões. Paul Thomas Anderson (não confundir com o criador de Death e Resident Evil a quem dei uma menção honrosa no início do post), provavelmente muitos de vós nem sabem quem é, mas ele é só um mestre do cinema contemporâneo, praticamente todos os seus filmes são obras-primas que não tiveram o devido respeito. Falo de The Master (2012), Magnolia (1999), Boogie Nights (1997), seu mais recente Inherent Vice (2014) e o seu mais conhecido There Will be Blood (2007). Paul Thomas, autor das suas próprias histórias, conseguiu, vejam lá, fazer de Adam Sandler um bom ator, e se não acreditam em mim, vejam Punch Drunk Love (2002). Martin (um dos realizadores que fez grandes filmes no passado e faz grandes filmes no presente) todos nós conhecemos, não tem um estilo próprio. Consegue fazer grandes comédias (The Wolf of Wall Street (2013)), grandes thrillers misteriosos (Shutter Island (2010)), grandes policiais (The Departed (2006)) assim como grandes filmes de gangsters (Goodfellas (1990)). Sobre ele não é preciso dizer grande coisa, é um realizador complexo e um dos artistas mais conceituados nesta área. Fincher é o meu realizador contemporâneo preferido. Felizmente, tudo o que ele faz são adaptações perfeitas de obras muitas vezes inadaptáveis para o cinema. Todos os thrillers feitos por David deixam os espectadores boquiabertos, sem palavras para descrever a quantidade de sentimentos que despertam neles! Que o diga Gone Girl (2014), a sua mais recente obra-prima. Fincher é também um renegado pela academia por praticamente nunca ser nomeado para categoria nenhuma. Aliás, Fincher além das nomeações para Óscar de The Social Network (2010) e The Curious Case of Benjamin Button (2008), deveria ter sido nomeado por Seven (1997), Fight Club (1999) e, mais recentemente, com Gone Girl (2014), três dos melhores filmes do cinema contemporâneo. Fincher até com remakes consegue surpreender a audiência e a prova disso está na sua brilhante adaptação de The Girl with the Dragon Tattoo (2011). Hitchcock, considerado por muitos como o maior na sua arte, para mim aparece em segundo lugar. É sem dúvida um dos pais dos thrillers modernos, e os seus filmes não precisam de apresentações, desde The Rope (1948), o seu mais conhecido Psycho (1960) e um dos melhores filmes de sempre – Vertigo (1958). Hitchcock viveu a sua vida ao máximo e deixou a sua marca que nunca irá ser esquecida. Finalmente apresento-vos o meu primeiro lugar, venho-vos falar do mestre, um visionário da ficção científica, e um perfecionista que nos deixou obras que nunca serão ultrapassadas. Stanley Kubrick foi um dos mais inovadores e controversos realizadores de todos os tempos, nunca teve limites e sempre arriscou falar de temas tabu sem a mínima restrição e pudor. Spartacus, 2001: Space Odyssey, Full Metal Jacket, The Shinning e o grande Dr. Strangelove são alguns dos filmes que nunca esquecerei e que sempre recomendarei como visões quase perfeitas do que realmente o cinema é!

Espera! E o Woody Allen, Alfonso Cuarón, Steven Spielberg, Wes Anderson, Charlie Chaplin, Francis Ford Coppola, Daren Aronofsky, Christopher Nolan, Guilhermo del Toro, Steve Mcqueen, Peter Jackson, Richard Linktaker, os irmãos Cohen, Ridley Scott, Quentin Tarantino…. Ok já perceberam certamente que ficaria aqui eternamente a dizer grandes artistas, mas este espaço e a vossa paciência não são infinitas, e eu tenho mais que fazer (nesta parte fui claramente mentiroso, porque eu pouco faço e tenho muito tempo livre, desculpem).

“Mas fogo, oh tomate, foi isto? És chato pa carago, não arranjas assim nada mais engraçado para falar”. Primeiro eu falo do que quero, não mandam em mim! E é o que temos, pode ser que prá semana seja mais interessante.

Antes de terminar gostava só de elogiar aqui também um grande senhor que faleceu a semana passada. Manoel de Oliveira, não foi só o maior realizador português, como foi sem dúvida um dos maiores realizadores do mundo. Para tal aproveitem para elogiar o senhor vendo um filme da sua autoria.

Como eu sou um gajo que gosta muito de saber a opinião dos outros, aproveitem e digam-me aí quem é o vosso realizador preferido (Para eu vos poder insultar à vontade). Bem sem vos chatear muito mais, aproveitem para relaxar, ver bons filmes e aqui fica o filme da semana, um antiguinho mas muito bom do meu realizador de eleição.

Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb

Para mim a obra-prima de Kubrick, e uma visão sobre aquilo que mais tememos, uma guerra nuclear.

Interpretações: 9/10

História: 10/10

Produção: 8/10

Nota Final: 9/10

Adeus, Adeus!

Tomate de Ferreiros

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